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Caso Sesau: servidores da Caixa sob suspeita

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FELIPE FARIAS O Ministério Público (MP) trabalha com a possibilidade de envolvimento de funcionários da Caixa Econômica no desvio de recursos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Essa linha de investigação foi admitida pelo promotor Cyro Blatter, da 3ª Vara da Fazenda Estadual, e se baseia na facilidade com que o dinheiro foi transferido. O presidente da Caixa, Jorge Levi Mattoso, disse na semana passada, em Maceió, durante assinatura de convênios com o governo do Estado, que a instituição vai investigar se houve ou não envolvimento de funcionários na fraude da Saúde, e abriu sindicância interna. Na semana passada, os promotores Cyro Blatter e Sidrack Nascimento, do Núcleo da Fazenda Estadual do MP Estadual (MPE), entraram com ação de improbidade administrativa contra 56 pessoas e empresas envolvidas no desvio das verbas que saíram via Banco do Brasil. Entretanto, eles já têm conhecimento de outra ramificação usada pelos acusados e que passou pela agência da Caixa que operava as contas da secretaria. A fraude foi semelhante à que atingiu o BB e envolve apenas pessoas físicas. Mas o MPE não pôde ter acesso aos nomes porque a instituição se recusou a prestar a informação, alegando que isso feria o sigilo bancário. O MP entrou com ação cautelar contra o banco e na sexta-feira o juiz federal Paulo Machado Cordeiro, da 3ª Vara, concedeu liminar determinando que a Caixa forneça as informações solicitadas pelo MP.

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