Cidades
Capitania det�m navio no Porto por motim a bordo
DORGIVAL JUNIOR O motim da tripulação de 27 homens do navio mercante Heidi II, provocado pela denúncia de falta de alimentos e de água, e o atraso de três meses no pagamento de salários ? além de problemas na estrutura física da embarcação ? resultou na detenção do navio de bandeira da Geórgia (ex-república da extinta União Soviética), no Porto de Maceió. De acordo com o comandante da Capitania dos Portos de Alagoas, capitão-de-fragata Gérson Luiz Rodrigues da Silva, o navio só zarpará após todos os problemas que foram detectados terem sido sanados pela proprietária da embarcação, a Trans Trad Shipping. O auto de infração e a retenção do navio foram determinados pela Capitania. O navio do tipo graneleiro, que foi construído em 1975, segundo laudo técnico da Capitania dos Portos, apresenta problemas na estrutura. A embarcação, que tem uma tripulação de marinheiros de nacionalidades variadas como romenos e sírios, chegou a Maceió no último dia 21, vindo descarregado das Bahamas, para apanhar uma carga de cimento que deveria ser transportada de Maceió para o Congo, na África. De acordo com informações repassadas pelo chefe de operações do Porto de Maceió, Jefferson Ramos, o Heidi II deveria ter deixado a capital alagoana ontem, após ter concluído o carregamento de cimento. ?Quanto à situação da embarcação junto ao porto, está tudo correto. Ele já foi carregado. No que depender de nós, ele estará pronto para zarpar?, frisou o funcionário do porto. O representante da empresa contratada pelos proprietários do navio para representá-los no Porto de Maceió, Paulo Holand, informou que todas as exigências da tripulação já foram atendidas,com a embarcação sendo abastecida com água potável e comida, além de o pagamento dos meses de salários atrasados já ter sido iniciado. Representantes da tripulação confirmaram o cumprimento das exigências. O comandante da Capitania dos Portos informou também que durante o período em que o navio estiver passando por reparos, serão realizadas fiscalizações constantes na embarcação. ?Todo navio que chega ao porto passa por revista. Independente dos problemas que a tripulação denunciou, o Heidi II está carente de reparos. Um problema sério é a bomba de combate a incêndio, que está sem funcionar, colocando em risco a vida da tripulação?, frisou o oficial. O navio só será liberado após uma vistoria final por inspetores da Capitania.