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Empres�rio dep�e e revela novo “esquema” na Sa�de

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FELIPE FARIAS Parte do dinheiro desviado das contas que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) mantinha na Caixa Econômica Federal foi repassada também para empresas, e não apenas para pessoas físicas, como supunha o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE). Essa foi uma das revelações feitas ontem por um dos empresários ouvidos na investigação que o MPE realiza sobre a segunda ramificação do rombo da Secretaria da Saúde. O ?ralo? que passava pelas contas em outra instituição, o Banco do Brasil, já foi elucidado: 56 pessoas e empresas foram relacionadas pelo MPE na ação por improbidade administrativa, impetrada na Justiça Estadual na semana passada. Cerco se fecha Segundo o promotor Sidrack Nascimento, um dos responsáveis pela investigação, as revelações feitas pelo empresário (cujo nome também foi mantido em sigilo, a exemplo de outras pessoas ouvidas nesse caso) trouxeram outros fatos que os promotores desconheciam. ?Foi uma pessoa extremamente importante. O cerco está se fechando?, resumiu o promotor, sem revelar outros detalhes passados pelo depoente. Ligações perigosas Nascimento confirmou, porém, que o empresário apresentou uma pessoa ligada a Eduardo Martins Menezes que foi beneficiada pelo dinheiro e que até então era desconhecida da investigação. Nascimento disse também que o depoente entregou documentos ao Ministério Público. ?Ele está para a investigação em relação à Caixa assim como Moacir Beltrão [ex-secretário de Obras de Feliz Deserto que depôs no Caso Sesau] está para a investigação em relação ao Banco do Brasil?, comparou o promotor. Beltrão foi a pessoa que apontou como o esquema conseguiu que várias empresas cedessem suas contas para receber depósitos de recursos desviados das contas da Sesau no BB, cujos montantes eram depois repassados aos responsáveis pela fraude. Seu depoimento foi considerado elucidativo, tanto que Beltrão consta na relação de envolvidos, mas o MPE acrescentou que ele colaborou com as investigações, o que pode funcionar como atenuante a seu favor. O promotor Sidrack Nascimento informou apenas que os empresários ouvidos ontem são de Maceió, assim como o que está para ser ouvido hoje. ?Só depois é que marcaremos os depoimentos de funcionários da Caixa Econômica?, disse o representante do Ministério Público. Anteontem o promotor Cyro Blatter, que também integra o grupo de membros do MPE que investigam a fraude na Saúde, disse que o Núcleo de Combate à Sonegação trabalha com a possibilidade de envolvimento de funcionários da Caixa no esquema. Para ele, o principal indício estaria na facilidade com que o dinheiro foi transferido. As operações na Caixa foram semelhantes às que desviaram recursos das contas da Sesau no BB. Nascimento estima que até o fim da semana receberá os documentos sobre essas operações que a Justiça Federal determinou que a Caixa entregue ao Ministério Público.

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