Cidades
Fam�lia informa que buscas pararam
FÁTIMA ALMEIDA MÁRIO LIMA O policial alagoano José Roniere Bruno de Souza, irmão de Rosivaldo Bruno, confirmou que a Polícia Federal entrou no caso, ao ouvir ontem o depoimento de sua irmã Raqueline, em Palmas. Segundo Roniere, as buscas pararam na região onde seu irmão desapareceu. ?As polícias Civil e Federal vão conduzir o caso. Mas até hoje ninguém dá resposta e vira tudo especulação?, disse o policial alagoano. Ele acredita que seu irmão tenha sido emboscado e que dificilmente esteja vivo. ?Apesar da esperança, o sentimento de perda na família é grande?, afirmou. (Leia o perfil de Bruno nesta página). Ele acompanhou as buscas no Tocantins e não acredita que tenha se perdido. ?Lá tem uma fazenda a cada três quilômetros?. Roniere disse que Bruno era acostumado a desatolar caminhonetes e estranha ele não ter conseguido desatolar um Uno com mais duas pessoas. Outro fato que chamou a atenção da família é que a aliança de Bruno, o celular, a carteira com os documentos e mais R$ 1.200 foram devolvidos. Teriam ficado no carro, segundo a versão dos acompanhantes. ?Como uma pessoa sai para buscar ajuda e deixa os documentos, o celular e a aliança? Acho que o Bruno foi atraído para uma emboscada?, diz Roniere. Ministro Na semana passada, a família aproveitou a presença do Ministro Thomaz Bastos no Estado do Tocantins e entregou um dossiê do caso, com cópia do relatório onde Bruno denunciava o desvio de recursos e um pedido de apoio ao Ministério da Justiça na apuração do estranho desaparecimento. Omissão De acordo com os familiares de Rosivaldo Bruno, houve omissão por parte da Secretaria da Educação em relação ao caso, tanto com as denúncias feitas, quanto ao seu desaparecimento. ?Eles só avisaram à família no dia 22 [cinco dias após o desaparecimento] porque nós ligamos, procurando por Bruno?, diz a irmã. Num relato feito pela família, a ocorrência também só foi registrada na delegacia nesse mesmo dia. Raqueline diz ainda que ?a secretária de Educação do Estado só se manifestou oficialmente sobre o caso 19 dias depois, porque familiares e amigos promoveram um ato público em frente à sede da Secretaria, em Palmas, denunciando a omissão?. Mesmo assim, na sua opinião, a Secretaria parece mais preocupada em se defender da denúncia de notas frias do que com o desaparecimento do seu irmão. Ela diz ainda que o governo chegou a advertir e punir servidores que participaram do ato.