loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Colabora��o atenua puni��es

Ouvir
Compartilhar

Os envolvidos na fraude da Saúde que colaborarem com as investigações do Ministério Público terão essa atitude citada no relatório da ação a ser impetrada na Justiça. Essa citação pode servir como atenuante a favor do réu no processo. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, boa parte das informações foi passada espontaneamente ? às vezes pelos próprios envolvidos. Dois empresários ? da construção civil e da prestação de serviços ? ouvidos na última terça-feira, esclareceram pontos importantes sobre a ramificação do desvio que passa pela Caixa Econômica. ?Um deles prestou informações tão importantes que eu diria que ele está para a investigação relativa à Caixa assim como Moacir Beltrão está para a investigação relativa ao Banco do Brasil?, disse o promotor. Beltrão foi a pessoa que praticamente esclareceu para o Ministério Público como funcionava o esquema que usava as contas da Sesau no BB para o desfalque. Ele será réu, mas terá atenuantes. Frente a frente Foi uma dessas informações que levou os promotores, na última quarta-feira, à imobiliária onde o principal acusado, Eduardo Menezes, tentava distratar a venda de uma casa em Jacarecica e receber R$ 105 mil. ?Quase perdemos o dinheiro, mas ele foi depositado em juízo e voltará aos cofres do Estado?, disse o promotor. A transação, segundo ele, se referiria à casa de Menezes em Jacarecica. Ele chegou a vender o imóvel, mas o adquirente, um empresário do ramo de bufês e restaurantes, voltou atrás após o escândalo vir a público. Menezes, então, marcou com ele na própria imobiliária que intermediara a transação para receber o dinheiro de volta. Na hora em que o acerto era feito, os três promotores chegaram e requisitaram o montante. Chegou a haver discussão, com Menezes fechando questão, querendo receber o dinheiro de qualquer jeito. ?Ele chegou a dizer: ?Esse dinheiro é meu?. E nós dissemos que o dinheiro era produto de uma operação irregular?, disse o promotor. Ao final, o comprador efetuou o depósito em juízo de R$ 35 mil em espécie e seus advogados ficaram de acertar com o MP como efetuariam o depósito do restante. ?O dinheiro volta para o Estado e o empresário fi- ca com a casa?, explicou o promotor. (FF)

Relacionadas