loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Relat�rio � a pista para as investiga��es

Ouvir
Compartilhar

As denúncias de Rosivaldo Bruno constam num relatório da penúltima viagem que ele fez em visita às escolas da Ilha do Bananal, em agosto deste ano, entregue ao Ministério Público. No documento, ele comunica ao chefe do Setor de Manutenção, Adélio Borges, atitudes suspeitas do gerente do escritório da Seduc no município de São Félix, Eduardo Alves Nascimento, como a compra excessiva de combustível e a emissão de notas frias, que eram preenchidas no próprio escritório. No relatório, Rosivaldo conta que não só flagrou a emissão das notas, como as fotografou e constatou que no endereço do suposto fornecedor funcionava uma outra empresa. Em vários pontos do relatório de Bruno constata-se também uma grande insatisfação e desconfiança de índios de algumas aldeias em relação a funcionários e ações da Secretaria da Educação. De acordo com os familiares de Bruno, ele teria entregue o relatório com as fotos ao seu chefe, na Secretaria. O desaparecimento Rosivaldo Bruno de Souza desapareceu no dia 18 de setembro, na viagem seguinte à que resultou nas denúncias. No dia de seu desaparecimento, ele estava na região entre o município de São Félix do Araguaia e a aldeia Mirindiba, acompanhado do mesmo gerente do escritório que ele denunciara, Eduardo Nascimento, e de outra funcionária da Seduc, Cleide Araújo Barbosa. Era o próprio Rosivaldo quem dirigia o carro, um Fiat Uno da Seduc, o que causou estranheza à família. ?Ele sempre viajava com um motorista?, diz a irmã. A versão contada pelos acompanhantes à Polícia foi de que Rosivaldo teria se embrenhado na mata para buscar ajuda, porque o veículo atolara, e não mais retornou. As buscas foram iniciadas dois dias depois, com a participação do Exército, que atuou durante três semanas na região. A Ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, com mais de dois milhões de hectares, e tem nove aldeias de índios carajás, mas mesmo assim a família de Bruno não aceita a tese de que ele teria se perdido. ?Ele conhecia muito bem a região?, dizRaqueline. (FAL) Leia mais na página 14

Relacionadas