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MP investiga saque no BCN em fraude da Sa�de

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FELIPE FARIAS O Ministério Público Estadual (MPE) descobriu ontem o que pode ser uma terceira ramificação do desvio na Saúde. Ontem, o grupo de promotores que investiga o caso ouviu o depoimento do empresário Valney Campos Teixeira, proprietário de uma das vinte empresas relacionadas na ação de improbidade impetrada pelo MPE na 3ª Vara da Fazenda Estadual. O empresário revelou, segundo o promotor Sidrack Nascimento, que um cheque da firma, de R$ 53 mil, foi descontado numa agência do antigo BCN (hoje Bradesco), na ?boca do caixa?, após o expediente. ?O que houve de importante no depoimento dele é a inclusão de uma terceira instituição bancária no caso, além da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, que eram os únicos bancos com os quais trabalhávamos até o momento?, disse o representante do Ministério Público. O empresário procurou o promotor espontaneamente, na quinta-feira, e manifestou interesse em prestar informações sobre o caso. ?Eu quero é resolver isso o mais rápido possível?, disse o empresário, ao abordar o promotor Sidrack Nascimento ainda no saguão da Procuradoria Geral de Justiça, sede do MPE, quando este chegou para trabalhar. Nervosismo Muito nervoso, segundo o promotor, Campos não conseguiu prestar seu depoimento na mesma tarde, transferindo-o para ontem. Boa parte das informações colhidas pelos promotores que investigam o caso chegam de modo espontâneo ? muitas prestadas até pelos próprios envolvidos. Isso levou o Núcleo de Combate à Sonegação do MPE a fazer uma espécie de convocação para as pessoas que desejem contribuir com a investigação: mesmo que tenham algum envolvimento com a irregularidade, a colaboração pode ser alegada pelos réus, perante a Justiça, como atenuante a seu favor. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, o empresário Valney Campos Teixeira deu detalhes de como, conforme disse, sua empresa foi usada para a lavagem do dinheiro desviado das contas da Secretaria de Saúde pela Caixa Econômica. ?Ele contou que um irmão e a esposa deste, chamada Dóris, pediram que ele lhes desse uma procuração, que permitiu aos dois funcionar como gerentes da empresa?, contou o representante do Ministério Público. Segundo ele, um filho de Dóris conheceu Eduardo Martins Menezes Filho, filho do principal acusado do desvio, Eduardo Menezes, e que também figura como réu, junto com o pai, na ação por improbidade impetrada pelo MPE na 3ª Vara. Lavagem De acordo com o depoimento, os dois teriam acertado para que a empresa fosse usada para receber os depósitos feitos pelo grupo, cujos montantes seriam depois sacados e repassados a eles. Ou seja, ela ?alugaria? sua conta para lavar o dinheiro tirado da Saúde, segundo o promotor. O promotor revelou que um dos cheques usados nessa operação, no valor de R$ 53 mil, foi sacado na boca do caixa, após encerramento do expediente bancário. ?O que quereremos saber agora é quem assinou esse cheque, pois o empresário garante que não foi ele?.

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