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Praia do Franc�s: territ�rio livre para assaltos

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EDNELSON FEITOSA A Praia do Francês, um dos balneários mais famosos do Brasil, transformou-se em território livre para assaltos e arrombamentos, em Marechal Deodoro, município da região metropolitana de Maceió. Um em cada três moradores já passou pelo constrangimento e pelo perigo de ter sua casa atacada por marginais. Os assaltos são cometidos em plena luz do dia. O comércio local é o setor preferido dos bandidos. O presidente da Associação Comercial de Marechal Deodoro, Lourival Antônio Bento, considera grave a situação. A entidade que ele dirige catalogou quinze casos de roubo e furto, somente no mês de agosto, logo após o posto policial do Francês ser fechado pela Polícia Militar. Segundo ele, seis casas da Rua Mexilhão foram arrombadas, entre junho e setembro. ?Existe casa que já foi arrombada três vezes?, declarou ele. Os mercadinhos da ?Zá?, São Pedro e Recife do Francês foram assaltados nos últimos três meses. O supermercado novo, nem bem foi inaugurado, foi assaltado também. ?Na Rua dos Pescadores, eles arrombam casas, assaltam estabelecimentos comerciais e roubam carros?, denunciou Lourival. Trauma A comerciante Rosana Castilho, proprietária do Mercadinho da Zá, teve um prejuízo de R$ 2.500,00 em três assaltos. No entanto, ela afirma que o grande problema não é só o dinheiro, mas principalmente o trauma. Hoje, não fica sozinha no mercadinho. ?Quando entro no Mercadinho, eu começo a suar?, disse. ?O último assalto aconteceu às 9 horas e eles saíram a pé?, afirmou Rosana, ressaltando que apesar das rondas da PM não se sente segura. ?A polícia passa rápido demais?, disse a comerciante, que aponta o tráfico de drogas no local como principal fator dos assaltos e arrombamentos, pois com os traficantes vieram os ladrões. Tráfico e miséria ?Hoje, o Francês tem dois grandes problemas: o tráfico e a miséria causada pela falta de emprego no município?, diz Rosana Castilho. Resolver a questão do tráfico, no entender da comerciante, parece ser mais fácil do que o desemprego. O estudante de Turismo, Renato Lobo, que trabalha no desenvolvimento local do Sebrae, informou que ninguém se salva dos assaltantes na Praia do Francês. ?Eu vinha caminhando pela praia, quando um rapaz tatuado me pediu um cigarro; quando me virei para dizer que não tinha, ele me assaltou. Levou minha carteira com documentos e dinheiro, desde então, evito ficar sozinho em alguns locais?, afirmou. Ele aponta a desigualdade social como motivo dos assaltos, pois ?quem passa por dificuldades procura resolver de alguma forma?. Acrescentou porém, que esta não é a solução para o problema e que muitas vezes a pessoa complica ainda mais a própria situação.

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