loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 26/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Padre acusado de furtar casti�ais � inocentado

Ouvir
Compartilhar

BLEINE OLIVEIRA Afastado das atividades sacerdotais desde dezembro do ano passado, por decisão do arcebispo dom José Carlos de Melo, o padre João César da Cruz e Souza recebeu uma declaração de inocência encaminhada pelo delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima. O padre, segundo o delegado, fora apontado como responsável pelo furto de castiçais pertencentes à Igreja de Nossa Senhora dos Martírios. Embora oficialmente o bispo tenha alegado ?razões sacerdotais? para afastá-lo, João César acredita que a denúncia de furto tenha sido a causa de sua suspensão. Depois de investigar o roubo dos castiçais, o delegado Cícero Lima concluiu pela inocência do sacerdote. ?Ele foi vítima de uma armação. A acusação contra ele é falsa e injusta? ? disse o delegado, assegurando que não há qualquer indício de ligação entre o padre João César e o roubo de peças da igreja. Para Cícero Lima, que revelou ter sido o padre Cícero Leite o autor da queixa contra o religioso afastado, havia interesse em incriminar o padre João César. Tanto que, revela o delegado de Roubos e Furtos, o padre Cícero Leite orientou um funcionário da Igreja dos Martírios, a quem deu uma máquina fotográfica, para que este procurasse na casa de João César os quatro castiçais furtados. ?O padre Cícero Leite esteve na delegacia e acusou o padre João César, mas a investigação provou que ele é inocente? ? reafirmou o delegado. Segundo ele, na casa do padre havia castiçais, mas sequer pareciam com os que foram roubados. Sumiço Os castiçais sumiram em julho de 2003 e o próprio padre João César foi à delegacia denunciar e solicitar investigação policial. Diversas pessoas prestaram depoimento na DRF e algumas declararam que desde 1985 a Igreja dos Martírios tem sofrido com o roubo de suas peças mais valiosas. Consta no inquérito policial a informação de que já foram roubados, além dos castiçais, a coroa de ouro de uma imagem de Santa Luzia e os cristais dos candelabros que adornam o interior da igreja. Natural do Rio de Janeiro, o padre João César está em Maceió há 12 anos e desde 2002 é responsável pela paróquia de Nossa Senhora do Bom Parto. Por determinação da Arquidiocese de Maceió ele reza as missas na Igreja dos Martírios. ?Me surpreendi com meu afastamento, mas não havia outro motivo senão essa acusação para justificá-lo? ? afirma João César, confiante de que, a partir da certidão de inocência que recebeu do delegado de Roubos e Furtos, poderá retomar às atividades sacerdotais. Ajuda de fiéis Sem recursos financeiros para se manter, já que recebe por atos litúrgicos (missas, casamentos, batizados e outros) que celebra, há quase um ano o padre vive graças à ajuda de fiéis da paróquia que dirigia. A comunidade do Bom Parto chegou a fazer um abaixo-assinado pedindo a volta do padre, mas a iniciativa foi ignorada pelo arcebispo. A reportagem tentou ouvir o arcebispo de Maceió, dom José Carlos, mas não conseguiu localizá-lo. Mesmo informada de que se tratava de uma entrevista, a pessoa que atendeu ao telefone no Seminário Diocesano disse apenas que ele só recebe as pessoas pela manhã. A GAZETA procurou, ainda, o padre Cícero Leite, mas ele não se encontrava em Maceió.

Relacionadas