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Moradores cobrar�o mais infra-estrutura

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FELIPE FARIAS Moradores de Maceió e protagonistas da série de reportagem A Cidade é Sua, da GAZETA, complementaram informações e cobraram mais medidas. Divididos, alguns acham que a vida vai melhorar, outros, mais pessimistas, não acreditam em transformações imediatas. Amara Maria da Silva e seus cinco filhos moram no conjunto Freitas Neto. O pescador José Geraldo dos Santos está afastado de sua atividade porque reside hoje a pelo menos dez quilômetros da lagoa mais próxima, depois que foi transferido pela Prefeitura para o conjunto Selma Bandeira, no Tabuleiro do Martins. Guilherme dos Santos mora num loteamento em Rio Novo; José Macedo é líder comunitário e Edvânia Ferreira, professora voluntária no Jardim São Francisco, antiga Vila Brejal. A situação de Amara, 36 anos, mãe de cinco filhos, praticamente não mudou em relação ao tema sobre o qual ela foi ouvida pela GAZETA na série ?A cidade é sua?. Afinal, não se passaram nem três meses desde que ela relatou as dificuldades para ter atendimento médico para a família no conjunto Freitas Neto, onde mora. Apesar da eleição de hoje, Amara não demonstra muita esperança de que as coisas venham a mudar em relação a esse serviço público nem aos demais. A comunidade, situada na periferia do Conjunto Benedito Bentes, no Tabuleiro, é carente de uma série de obras de infra-estrutura básica. Para ela, com ou sem uma nova administração, muitos problemas deverão continuar. Como na época em que foi personagem da edição da série que tratou sobre saúde, ela conta que continua tendo de enfrentar fila e longa espera no atendimento nas unidades de saúde das comunidades, nas quais é obrigada a chegar de madrugada, para obter uma ficha ? já que a oferta do serviço é limitada. Pescador sem peixe Morador de um conjunto vizinho, José Geraldo dos Santos desempenha uma atividade incompatível com a região em que mora: o Tabuleiro. É que ele foi transferido do lugar em que pescava: o Dique Estrada. Com isso, foi obrigado a fazer bicos para sobreviver e agora só pesca eventualmente. Geraldo se mostra um pouco mais otimista. ?Acho que a situação pode melhorar. Se o prefeito quiser fazer alguma coisa de bom, ele consegue executar?, acredita.

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