Cidades
Fam�lia apela � pol�cia de Alagoas para achar parente no Tocantins
FELIPE FARIAS Familiares do eletrotécnico alagoano Rosivaldo Bruno de Souza, 39 anos, desaparecido há 41 dias no Estado de Tocantins, terão audiência amanhã com o diretor-geral da Polícia Civil de Alagoas, delegado Roberto Lisboa. No encontro, os irmãos Roniere e Rosicleide Bruno vão pedir apoio das autoridades alagoanas para localização de Rosivaldo. ?Com apoio das autoridades fica mais fácil?, justificou Roniere Bruno, que é policial civil. As polícias Federal e Civil do Estado do Tocantins estão realizando diligências no sentido de buscar alguma pista para o desaparecimento. O delegado especial da polícia do Tocantins, Edson Parente, afirmou à GAZETA que até a próxima quinta-feira deve concluir o inquérito policial. A família acredita na hipótese de ?queima de arquivo?, quando Rosivaldo teria sofrido uma emboscada, quando realizava inspeções para manutenção de escolas indígenas na Ilha do Bananal, no Estado do Tocantins, no último dia 18 de setembro. ?Ele sabia demais, inclusive apresentamos ao próprio ministro da Justiça (Márcio Thomaz Bastos) um relatório feito por ele, dias antes de desaparecer, sobre irregularidades na secretaria onde trabalhava?, afirma seu irmão Roniere. Rosivaldo é funcionário da Secretaria da Educação e Cultura (Seduc) daquele Estado, onde mora há 10 anos. As buscas pelo paradeiro de seu irmão, de acordo com Roniere, foram interrompidas, mas a família não se conforma com o desfecho e quer acabar com o mistério que ronda o caso. Desde a semana passada, quando a GAZETA denunciou o desaparecimento do alagoano, os secretários de Defesa Social e de Justiça e Cidadania, delegado Robervaldo Davino e Magali Pimentel, respectivamente, prontificaram-se a entrar no caso, desde que a família solicitasse. ?Se formos chamados, vamos buscar informações oficiais sobre o caso e ver de que forma podemos ajudar?, disse o secretário. Críticas A família do alagoano desaparecido fez críticas às autoridades de Tocantins, em especial à Secretaria de Educação (Seduc), da qual Rosivaldo era funcionário, após ter passado num concurso público. ?Eles só procuraram a família depois que eu mobilizei a imprensa?, contou Roniere. Familiares de Rosivaldo, em Maceió e em Palmas ? capital do Tocantins ? informaram que ele havia denunciado um esquema de notas fiscais frias que encobria desvio de recursos na Seduc e suspeitam que ele foi assassinado como ?queima de arquivo? em uma emboscada, no município de São Félix do Araguaia. De acordo com Roniere de Souza - que acompanhou as buscas durante 15 dias ?, a Polícia Federal entrou nas investigações após um encontro de sua irmã, Raqueline, com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que esteve em Tocantins e ouviu dela as denúncias.