Cidades
Eles podiam ter evitado a trag�dia
Funcionário da Empresa de Correios e Telégrafos, o motorista Edilson Cerqueira já decidiu que vai acompanhar a reconstituição dos momentos que antecederam a morte do filho, Emerson, então com 21 anos, durante treinamento como aluno do curso de formação de soldado do Corpo de Bombeiros. ?Será um momento doloroso, mas vamos estar lá?, disse o pai, que acompanhou todas as audiências na Auditoria Militar, inclusive os depoimentos dos acusados. Emerson morreu enquanto participava de uma instrução de salvamento no trecho da Lagoa Mundaú próximo ao bairro do Pontal. O pai dele aponta o tenente Roberto dos Santos e os sargentos José Alexandre Nascimento Silva e José Nélson Rocha como responsáveis. ?Eles podiam ter evitado a morte do meu filho?, afirma Edilson Cerqueira, sem conseguir evitar as lágrimas. Ele acusa os militares de negligência, imprudência e omissão de socorro. ?Meu filho foi arrastado por mais de 500 metros depois de sofrer um caldo e ter seu pedido de socorro ignorado?. Grupo de elite Aluno do curso de Economia da Universidade Federal de Alagoas, Emerson Cerqueira sonhava integrar o grupo de resgate do Corpo de Bombeiros. ?Meu filho era saudável, não bebia, não fumava. É mentirosa a afirmação de que ele tinha problema cardíaco. Se fosse assim, diante do rigor dos testes de seleção, ele teria sido eliminado?, argumenta Edilson. A morte do filho, acrescenta ele, transformou-se numa tragédia para a família que até hoje sofre esperando a punição dos responsáveis. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Jadir Ferreira, disse que a instituição está preparada para realizar a reconstituição. ?Assim que recebermos a confirmação oficial estaremos disponibilizando todo pessoal que estava no local no dia da morte do estudante?, assegura o oficial.