Cidades
Morte de aluno-bombeiro ser� reconstitu�da
BLEINE OLIVEIRA Os familiares do aluno-bombeiro Emerson Luiz Cerqueira - morto em 14 de julho de 2002 - durante um treinamento do curso de formação para soldados do Corpo de Bombeiros na Lagoa Mundaú, aguardam no próximo dia 18 a reconstituição dos momentos que antecederam sua morte. É a última fase do processo que apura a circunstância da morte do estudante antes do julgamento dos três acusados. Estão sendo processados na auditoria militar - por homicídio doloso (quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo) - o tenente CB Roberto dos Santos e os sargentos José Alexandre Nascimento da Silva e José Nélson da Rocha Menezes. A data do julgamento ainda não está definida mas, segundo o juiz auditor-militar, James Magalhães, será ainda este ano. Se forem condenados, os militares podem sofrer pena de até 30 anos de reclusão, mais a perda da função pública. Polêmica A morte de Emerson Cerqueira é um dos casos mais polêmicos já julgados pela auditoria militar em Alagoas. Durante os dois anos em que se desenrola o processo vários tipos de investigação foram feitas. ?Essa é uma das causas da demora em julgarmos?, disse James Magalhães. Ele explica que foram realizados exames como temperatura da água, velocidade do vento, profundidade e outros itens para convencimento dos auditores e técnicos da Universidade Federal de Alagoas e do Instituto de Criminalística, que atuaram nas investigações. ?Vamos tentar reconstituir toda a situação daquele momento, na lagoa até a chegada da vítima à Unidade de Emergência?, disse o juiz auditor-militar. O juiz James Magalhães reassume a Auditoria na próxima segunda-feira, 8, depois de ter sido convocado para substituir o desembargador José Holanda Ferreira que coordenou o processo eleitoral. ?Ao reassumirmos, vamos definir a data para julgamento dos acusados?, afirma ele. Compõem ainda a Auditoria Militar os coronéis José Rubens de Freitas Goulart e Ronaldo Barbosa, o tenente-coronel Sebastião José dos Santos e o capitão José Clóvis de Amorim. De acordo com os laudos do Instituto Médico Legal, Emerson teria morrido por afogamento. No inquérito concluído pelo Corpo de Bombeiros, 30 dias após a ocorrência do fato, os militares acusados foram citados como responsáveis pela morte do rapaz, mas sem intenção (homicídio culposo).