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Irm�os pedem apoio da pol�cia alagoana para encontrar parente no Tocantins

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EDNELSON FEITOSA A família do eletrotécnico alagoano Rosivaldo Bruno de Souza, 39, desaparecido no Tocantins há 46 dias, pediu, ontem, ao diretor- geral da Polícia Civil de Alagoas, Roberto Lisboa, que policiais do Estado acompanhem a investigação do caso. ?O povo do Tocantins precisa saber que ele tem família, que tem Estado e que não está só?, afirmou a irmã Rosicleide Bruno de Souza. Rosivaldo é natural de Arapiraca e morava em Palmas (TO) há dois anos, quando passou num concurso público da Secretaria de Educação (Seduc). Nos últimos meses, ele passou a fiscalizar obras da Seduc em aldeias indígenas na ilha do Bananal, no Sul do Estado, onde havia descoberto indícios de irregularidades na aplicação dos recursos e comunicado, por ofício, aos seus superiores. No dia 18 de setembro, de acordo com a irmã Rosicleide, ele viajou um veículo Fiat Uno na companhia da geóloga Cleide Araújo Barbosa e de outro servidor público, identificado como Eduardo Alves do Nascimento. No relato dos colegas de viagem, o carro teria atolado no município de São Félix do Araguaia. Rosivaldo, segundo eles, deixou o local para procurar ajuda e sumiu. O policial civil Ronieri Bruno de Souza, irmão do eletrotécnico, declarou que a Polícia Civil de Tocantins não fornece informações à família de como andam as investigações. ?O delegado Edson Parente diz apenas que está apurando o caso e que vai pedir a prisão preventiva dos dois suspeitos, os funcionários da Secretaria de Educação que estavam com ele?, disse. Ronieri ressaltou que é difícil falar com o delegado, pois seu telefone móvel está sempre fora da área de serviço. Segundo a família, nem mesmo a irmã de Rosivaldo, Rosilene Bruno, que é agente da Polícia Civil, em Palmas, tem conhecimento do andamento do inquérito. Há uma semana, a Polícia Federal recebeu cópia do ofício de Rosivaldo que denunciava irregularidades na aplicação dos recursos federais e se engajou nas investigações. A família já pediu empenho do Ministério Público Federal e Estadual em Palmas. Conseguiu inclusive que o Exército realizasse buscas na ilha Bananal. O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, disse que vai entrar em contato com o superintendente da Polícia Civil do Tocantins, Aquiles Gonçalves, para se inteirar a respeito das investigações. Ele espera que haja um convite para que policiais alagoanos acompanhem o inquérito, pois não poderão interferir diretamente no caso.

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