Cidades
Empres�rios silenciam sobre o caso
FELIPE FARIAS Os empresários que tiveram suas empresas usadas para lavagem do dinheiro desviado das contas da Secretaria de Saúde pelo Banco do Brasil adotaram o silêncio sobre o caso. Eles são considerados peças importantes para o esclarecimento de uma parte da fraude, embora o Ministério Público (MP) considere que já possui documentos que elucidam o caso. Mas, segundo a GAZETA apurou, pelo menos um deles se disse visado após fazer as revelações ao Ministério Público, inclusive com ameaças pessoais. O empresário José Arnóbio Júnior, dono da CRS-Citec, viajou para o Recife (PE), ontem, segundo informações de um parente que se encontrava no apartamento que consta como seu endereço residencial. O empresário Fabrício Limeira, dono da empresa J.J. Santos, não foi encontrado na sede da firma, na Levada. Ouvido duas vezes pelos promotores que investigam o desfalque na Saúde, Arnóbio Júnior contou que obteve um contrato de prestação de serviços com a Slum no valor de R$ 50 mil mensais. Mas, em troca, teve de ceder a conta bancária de sua empresa para receber 16 depósitos, no valor total de R$ 501.561,16. O dinheiro fora desviado das contas da Sesau no Banco do Brasil. No prédio que consta como escritório da empresa J.J. Santos, ninguém atendeu à campainha, embora o sobrado estivesse com as janelas abertas. A firma recebeu R$ 299.559,00 no mesmo esquema: o dinheiro chegava à conta, era sacado pelo titular e repassado aos autores do desfalque. No prédio, não há letreiros ou qualquer referência externa à firma. Do lado de fora, há apenas uma câmera de circuito interno.