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Pol�cia do Tocantins tem novas pistas sobre alagoano sumido

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BLEINE OLIVEIRA O delegado Edson Parente, da Polícia Civil do Tocantins, pediu a prorrogação, por mais alguns dias, do prazo para entrega do relatório final do inquérito que investiga o desaparecimento do alagoano Rosivaldo Bruno de Souza. Inicialmente o inquérito seria concluído ontem, mas novos fatos resultaram no pedido de prorrogação. Funcionário da Secretaria de Educação (Seduc) daquele Estado, Rosivaldo Bruno está desaparecido desde o dia 18 de setembro último. ?Espero concluir o inquérito e entregá-lo na próxima quarta-feira?, disse Edson Parente. A justificativa dele é que, após voltar à Ilha do Bananal, na região denominada São Félix do Araguaia, onde Rosivaldo Bruno foi visto pela última vez, recebeu informações sobre nomes de outras pessoas que podem ter informações que venham a ajudar na investigação. ?Estivemos duas vezes na região e, além de identificar outras pessoas, observamos que algumas mentiram nas declarações feitas no início da investigação?, disse o delegado. Novas pistas Com esses fatos, ele preferiu atrasar o inquérito para ouvir novas testemunhas. Para Edson Parente, uma das principais dificuldades na elucidação do caso é a ausência de provas materiais que indiquem o que de fato ocorreu com Rosivaldo Bruno. Até agora, a Polícia Civil do Tocantins tem apenas depoimentos, mas nenhum deles capaz de demonstrar se o técnico da Secretaria de Educação está vivo ou se foi assassinado. É essa ausência de materialidade (provas como sangue, armas ou o próprio corpo) que pode dificultar o pedido de prisão preventiva dos suspeitos. ?Estamos em busca de provas que possam convencer a Justiça a decretar a prisão das pessoas envolvidas?, disse o delegado Edson Parente, revelando que fez um levantamento fotográfico do local onde Rosivaldo foi visto pela última vez. O alagoano fiscalizava obras da Seduc que estavam sendo construídas em áreas indígenas e, dias antes de desaparecer, fizera um relatório de vistoria apontando irregularidades na gerência de São Félix do Araguaia, como superfaturamento, desvio de combustível e notas fiscais preenchidas pelos próprios funcionários da gerência. No relatório, apontou como responsável pelas irregularidades o gerente do escritório da Seduc em São Félix, Eduardo Alves do Nascimento. Eduardo estava viajando no carro com Rosivaldo Bruno e foi uma das últimas pessoas a vê-lo. Por isso é tido pela polícia como principal suspeito pelo desaparecimento. Os familiares de Rosivaldo, especialmente os que residem em Palmas, capital do Tocantins, insistem no esclarecimento do caso. Para isso recorreram ao ministro da Justiça, Márcio Thomáz Bastos, e às autoridades de segurança pública de Alagoas.

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