Cidades
Procurador diz que reivindica��es �ser�o encaminhadas a Bras�lia
O procurador da República em Alagoas, Delson Lyra, informou que estará entrando em contato com a 6ª Câmara da Coordenação do Ministério Público Federal, em Brasília, que trata da temática indígena em todo o país, para que o processo de demarcação das áreas dos índios do sertão alagoano possa ser iniciado. Segundo o procurador, os problemas com a demarcação das áreas indígenas existem em praticamente quase todo o Estado. ?No Sertão, este problema se agrava. Após acionarmos Brasília, vamos aguardar os resultados para que possamos tomar novas providências?, afirmou. Delson Lyra ressaltou, ainda, que ?os índios lutam para que a situação deles seja regularizada e possam receber as ações a que têm direito. Vamos fazer uma pressão institucional para que seja dado início ao processo de demarcação das áreas?, disse o procurador. Os representantes das tribos Geripancó, Karuazu, Kalango, Catokinn e Koiupanka, que estiveram reunidos com o procurador da República, alegaram que são povos que nas últimas décadas voltaram a se reorganizar, após anos de perseguição. ?Os karuazu, kalango, catokinn e koiupanka são povos ressurgidos que se reagruparam e que precisam de uma área que por direito é deles para viver em comunidade. Com o estudo técnico podemos saber se a área que estamos pleiteando pode ser demarcada ou não?, disse o líder indígena Cícero Geripancó, alegando que representantes da Funai foram convidados a participar da reunião com a Procuradoria da República, mas não compareceram. Os representantes das cinco tribos disseram ainda que vêm lutando pela demarcação das terras há pelo menos cinco anos. ?Estamos lutando juntos para que possamos ter mais força de brigar pelo que é nosso. Não podemos receber recursos por não termos áreas demarcadas?, disse o líder da tribo Karuazu, Cícero Silva. Mesmo sem recursos, os karuazu estão construindo um posto médico dentro de uma pequena área onde vivem algumas famílias da tribo. ?Aos poucos estamos fazendo o posto de saúde. É uma luta antiga do nosso povo. Queremos apenas um espaço que é nosso?, afirmou Antônio da Silva, pajé dos karuazu, lembrando que seu povo sobrevive de lavouras de subsistência. (DJ)