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Peritos: �nibus bateu em motobomba

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Peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil voltaram, na manhã de ontem, ao local do acidente com o ônibus para realizar medições e exames complementares. Segundo o perito Nivaldo Cantuária, a perícia vai precisar desmontar a roda dianteira esquerda do veículo para definir se o pneu estourou por falta de manutenção. Ele admitiu não ter elementos para aferir a velocidade do ônibus no momento do acidente. No entanto, descobriu que, de onde baixou o pneu para o local em que deixou o asfalto, o ônibus percorreu 44 metros desgovernado. Não havia sinais de que o motorista tentou parar ou desviar a trajetória. Na direção que o motorista perdeu o controle, o ônibus seguiu até o poço de vinhaça. Cantuária revelou que os danos existentes na frente do ônibus são resultado do impacto de uma batida frontal do ônibus com uma motobomba, antes de mergulhar na lagoa de decantação. A motobomba foi arrastada para o fundo do poço. O IC deve apresentar o laudo à polícia dentro de trinta dias, prazo legal que o delegado de Acidentes, Fernando Tenório, dispõe para concluir as investigações e remeter o inquérito à Justiça, apontando possíveis responsáveis. A principal dúvida da polícia é se o ônibus tinha condições de transportar passageiros. O delegado pretende notificar as testemunhas ainda esta semana. Serão intimados a depor trabalhadores que viajavam no ônibus e pessoas da empresa terceirizada responsável pelo transporte dos trabalhadores e diretores da Usina Cachoeira do Meirim. Outro acidente A aposentada Severina Maria da Silva, mãe de Daniel da Silva, uma das vítimas de um acidente com um Chevette, que caiu na lagoa de decantação de vinhaça da Usina Santa Clotilde, em 2002, até hoje não esquece o que ocorreu com o filho. Passados dois anos, Severina ainda chora ao lembrar que o filho saiu do trabalho com um grupo de amigos numa segunda-feira para se divertir, passar um dia de lazer na localidade conhecida como Rio do Meio. ?Os cinco trabalhavam em restaurantes e somente tinham folga nas segundas-feiras?, diz ela. Quando voltavam, no início da tarde, o motorista do Chevette perdeu o controle, capotou e caiu na lagoa. Os quatro morreram asfixiados pela vinhaça. No IML, os médicos advertiram que, se não houvesse o poço no local, as vítimas teriam saído do acidente apenas com ferimentos leves.

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