Cidades
Superintendente da Caixa dep�e �sobre desvio de verba da Sa�de
FELIPE FARIAS O superintendente da Caixa Econômica em Alagoas, Edmilson Nobre, foi ouvido ontem pelos promotores que investigam o desvio de R$ 3,6 milhões das contas da Secretaria de Saúde. Parte dos recursos desviados foi retirada de modo fraudulento das contas do órgão numa das agências da instituição. A audiência transcorreu fora da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), sede do Ministério Público Estadual, onde geralmente são tomados depoimentos de intimados no caso. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, do Núcleo de Combate à Sonegação do MPE, a investigação entrou na fase em que o objetivo agora passou a ser definir ?a parcela de responsabilidade de cada funcionário?. Anteontem, ele confirmou que a Caixa deve figurar na relação a ser apresentada pelo MPE à Justiça de pessoas físicas e jurídicas contra as quais foram encontrados elementos de envolvimento no caso. Os membros do Ministério Público têm até o próximo dia 20 para dar entrada, na Justiça Federal, na ação principal contra os acusados do desfalque. O rombo na Saúde, como ficou conhecido, se deu por meio da transferência fraudulenta de recursos que estavam em contas mantidas pela Secretaria no Banco do Brasil e na Caixa para receber verbas do governo federal. O chefe da Contabilidade do órgão à época, Eduardo Martins Menezes, é apontado como o mentor da fraude. De acordo com um dos depoimentos, ele chegava à agência do Banco do Brasil levando ofícios assinados por dois dirigentes da Secretaria que tinham atribuição para autorizar pagamentos. Menezes apresentava os documentos e efetuava as transferências. Entretanto, as assinaturas dos dois dirigentes, o secretário-adjunto, Jorge Villas Boas, e o diretor-administrativo, Antônio Guedes, eram falsificadas. Esse mecanismo foi usado no Banco do Brasil e também na Caixa.