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Opera��o flagra transporte clandestino em AL

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Mário Lima Vinte ônibus que transportavam mais de mil trabalhadores para o corte da cana-de-açúcar em diversas fazendas e usinas da região da Zona da Mata, no norte de Alagoas, foram apreendidos, na madrugada de ontem, na via de acesso ao município de Joaquim Gomes, a 62 km de Maceió, durante operação da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Polícias Federal, Rodoviária e Militar e representantes de sindicatos rurais. Segundo o procurador-chefe da PRT em Alagoas, Antonio Oliveira Lima, mais de duzentos trabalhadores estavam sem carteira assinada, o que para a procuradoria configura-se trabalho clandestino. Entre eles havia também pelo menos dois menores de 16 anos. A operação flagrou ainda trabalhadores com idade entre 16 a 18 anos, o que é proibido ?por tratar-se de atividade insalubre?, disse o procurador. Segundo ele, ?os veículos que transportavam os trabalhadores encontravam-se em más condições de conservação, não oferecendo nenhuma segurança?. Além disso, os trabalhadores denunciaram que os ônibus costumam trafegar superlotados, aumentando os riscos de acidentes. Três motoristas não possuíam habilitação e dois ônibus estavam sem a devida licença, sendo retidos pela Polícia Rodoviária. Com os ônibus retidos, vários trabalhadores retornaram à cidade, a pé, e disseram temer que o empregador venha a descontar o dia de serviço. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Joaquim Gomes informou que cerca de 12 ônibus que conduziriam mais de 500 trabalhadores clandestinos deixaram de circular, quando souberam que todas as saídas estavam bloqueadas pela operação. Outra irregularidade constatada pela fiscalização foi a acomodação das ferramentas de trabalho, como facões e foices, que em alguns casos encontravam-se espalhadas nos ônibus. Trabalho escravo A fiscalização também percorreu os canaviais, onde foram flagrados trabalhadores sem equipamentos de proteção nem Carteira de Trabalho assinada. A operação foi organizada pela Comissão de Combate ao Trabalho Clandestino, Degradante e/ou Escravo no Estado de Alagoas, ainda em fase de formação. Pelo menos por enquanto, segundo informou o procurador Antonio Oliveira, o nome das empresas responsáveis pela contratação dos trabalhadores rurais será mantido em sigilo. ?Eles somente serão divulgados após a conclusão dos trabalhos?, disse.

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