Cidades
Segue busca de corpos na lagoa de vinha�a
EDNELSON FEITOSA Até as 18 horas de ontem, a equipe do Corpo de Bombeiros que fazia a drenagem da lagoa de vinhaça ? local onde um ônibus lotado de trabalhadores da Usina Cachoeira do Meirim mergulhou desgovernado na noite da terça-feira ? não havia encontrado nenhum outro corpo, além das seis vítimas fatais do dia do acidente. Uma sétima pessoa morreu ontem, na Unidade de Emergência. Segundo o major Paulo Marques, do Corpo de Bombeiros, a direção da Usina Cachoeira informou que alguns trabalhadores não têm família na cidade, por isso ele não descarta a possibilidade de encontrar corpos. ?Amanhã [hoje] vamos drenar toda a lagoa e deixá-la no piso, para em seguida revirar o material orgânico e ver se ficou algum corpo submerso?, explicou. No dia seguinte à tragédia, a Polícia Militar registrou que 21 das vítimas que estavam no ônibus foram atendidas na Unidade Denilma Bulhões, no Benedito Bentes, e outras 17 na Unidade de Emergência (UE). Ontem de manhã, pelo menos três dos feridos ainda estavam internados na UE. Já o Instituto Médico Legal identificou seis mortos no acidente envolvendo o ônibus, que transportava trabalhadores da Usina Cachoeira do Meirim. Segundo um funcionário do instituto, morreram no local o motorista José Soares Lins, 59, seu filho, Marcelo Correia Lins, 28, José Lucas da Silva Filho, 28, Luiz Antônio da Silva, 18, e José Fernandes da Silva, 69. O operador de máquinas Eraldo Moura Silva, 36, chegou a ser resgatado por soldados do Corpo de Bombeiros, mas faleceu na Unidade de Emergência Armando Lages, no Trapiche da Barra. O ônibus desgovernou-se numa curva da Avenida Cachoeira, saiu da pista e mergulhou num reservatório de vinhaça. A polícia acredita que o motorista perdeu o controle do veículo porque o pneu dianteiro esquerdo estourou. O acidente será investigado em inquérito policial aberto pelo delegado Fernando Tenório. A dona de casa Marlúcia Bispo da Silva, 29, estava jantando em sua casa quando uma vizinha chegou, dizendo que o ônibus que o pai dela dirigia havia caído na lagoa de decantação de vinhaça. Ela afirmou ter vivido um drama. Procurou o pai José Soares Lins e o irmão Marcelo Correia Lins na lista de sobreviventes e precisou esperar quase duas horas, até que os bombeiros confirmassem que ambos estavam mortos. Segundo ela, outro ônibus em que o pai trabalhava tinha estourado um pneu, na semana passada. ?Meu pai perdeu o controle do veículo e bateu. Ele estava rodando com outro ônibus, que ele não estava acostumado a dirigir?, informou ela, acrescentando ter conhecimento de outro acidente, também na semana passada, envolvendo um ônibus da firma em que seu pai trabalhava. Leia relato dos sobreviventes na página 16