Cidades
TJ e PM tiram carros p�blicos de Delmiro do leil�o
FÁTIMA ALMEIDA MÁRIO LIMA Uma comitiva formada por oficiais de Justiça, oficiais da Polícia Militar e o juiz-auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Diógenes Tenório, fez cumprir, ontem, o ato de suspensão do leilão da frota de 31 veículos seminovos da Prefeitura de Delmiro Gouveia, expedido pelo presidente do TJ, desembargador Washington Luiz. Às 10 horas da manhã, antes do leiloeiro Isaudo Sobral, da Freire Leilão, começar a bater o martelo para os lances, dez motoristas da PM se revezaram em comboios para cumprir a ordem judicial de recolhimento dos 31 veículos ao pátio do Quartel da Polícia Militar, no Trapiche. Antes de irem para a Freire Leilão, os veículos públicos estavam retidos ? desde a semana passada ? no pátio da Transcosta, no Tabuleiro, em Maceió, uma empresa privada pertencente ao prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira (PMDB). Vingança Lula Cabeleira é acusado pela oposição e pelo prefeito eleito da cidade, Marcelo Lima (PDT), de paralisar diversos serviços públicos da cidade ? com o anúncio da venda da frota e o recolhimento dos veículos à sua empresa particular ?em represália à sua derrota nas eleições municipais. O vereador Fernando Aldo Gomes (PSB), autor da ação cautelar que suspendeu o leilão, afirmou na terça-feira à GAZETA que pediu garantia de vida à Secretaria de Defesa Social. ?Depois das denúncias que fiz, passei a recear ser vítima de violência por parte do grupo do prefeito?, afirmou. Entre os modelos que iriam a leilão, há caminhões Ford coletores de lixo novos; caminhonetes importadas Nissan L 200, cabine dupla e ambulâncias com UTI Móvel marca Kia. O empresário Manoel Castanheira Ferraz visitou, ontem, o pátio onde haveria o leilão de veículos. Estava interessado na caminhonete L 200, cabine dupla, ano 2003. Olhou e gostou, mas não levou. ?Se houvesse o leilão, certamente eu levaria o veículo. O modelo é novo e tudo estava em ordem?, avaliou. O bom estado de conservação do veículo agradou ao empresário, mas o leilão não ocorreu. ?O leilão foi suspenso por ato do presidente do TJ, que entendeu que ele seria lesivo ao patrimônio público?, explicou o juiz-auxiliar da presidência do TJ, Diógenes Tenório, enquanto acompanhava o trabalho dos oficiais de Justiça. ?Leilão de bens públicos acontece quando eles não servem mais, ou estão sucateados, o que não é o caso. A frota é de veículos seminovos. O único problema aparente que encontramos foi um pneu furado em um dos carros?, observou Diógenes Tenório. Ele estranhou que, antes de ser suspenso pelo Tribunal de Justiça, o leilão foi alvo de uma ação popular proposta no município, julgada improcedente pela juíza de Delmiro Gouveia.