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Fim do impasse: sem-terra deixam a Pra�a Sinimbu

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As famílias de trabalhadores rurais sem-terra ligadas ao Movimento Sem Terra (MST), acampadas na Praça Visconde de Sinimbu, no Centro de Maceió, desde a última terça-feira, começaram a deixar a capital alagoana, na noite de ontem, retornando aos seus acampamentos no interior do Estado. As mais de 1.500 famílias procedentes de 54 acampamentos invadiram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e uma subestação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), situada na zona rural do município de Delmiro Gouveia, em protesto nacional pela lentidão no processo de desapropriação de terras. O grupo só decidiu deixar a capital alagoana após uma reunião tensa com o representante do Incra em Alagoas, Gino César, e com o diretor-executivo do Instituto no Nordeste, Marcos Kowarick. O encontro só foi possível com a saída dos sem-terra da subestação da Chesf e da sede do Incra. Na reunião, foram discutidos os itens da pauta de reivindicações dos sem-terra, a exemplo de distribuição de cestas básicas, liberação do Projeto Marituba para as 120 famílias acampadas há seis anos na zona rural de Penedo; liberação de créditos para os assentamentos e para a criação de obras de infra-estrutura nas áreas dos movimentos de sem-terra em todo o Estado. ?O Incra se comprometeu a elaborar um cronograma para agilizar o processo de reforma agrária no Estado e assentar até o fim do ano três mil famílias em Alagoas, além de garantir a assinatura para assistência técnica para as famílias já assentadas?, disse José Roberto dos Santos, líder estadual do movimento. Quanto à liberação da Marituba para os sem-terra, disse ele, ?o Incra vai entrar em contato com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) para estudar a viabilidade da nossa reivindicação?. Ele esclareceu ainda que as 1.500 famílias de sem-terra do Sertão e Agreste de Alagoas, que invadiram a subestação de Delmiro, serão beneficiadas com a desapropriação de cinco propriedades. As mais de 2.200 famílias de sem-terra do MST pretendem deixar a praça até o fim da manhã de hoje em ônibus cedidos pelo Instituto de Terras de Alagoas (Iteral). (DJ)

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