Cidades
�reas rurais de Macei� viram op��o para morar
DORGIVAL JUNIOR Maceió tem uma face que pouca gente conhece. Do outro lado das praias paradisíacas, do inferno do Centro da cidade, do burburinho dos shoppings e da violência doméstica, está um lugar de paz e silêncio, só cortado pelo cacarejar das galinhas ou o balanço das folhas dos coqueirais. É a parte rural da capital alagoana. Os sítios e ranchos encravados ao lado de pistas, como na AL-101 Norte, ou ao longo das margens da Via-Expressa. Em meio a muito verde, a GAZETA observou durante dois dias esse lado bucólico da cidade, longe da barulheira e da poluição. E conheceu personagens como Nery Tenório, 70 anos. Militar aposentado, ?um cidadão do mundo?, como gosta de dizer, que já percorreu 45 países, mora agora ao lado da esposa e filhos em um sítio na zona rural de Maceió, em uma das entradas do Tabuleiro do Martins, vivendo em contato harmônico e direto com a natureza. ?A gente já morou em Londres (Inglaterra), mas depois que eu me aposentei resolvi comprar este pedaço de terra e viver minha vida junto a natureza?, disse o aposentado, lembrando que a cada ano a zona rural de Maceió vem sendo cobiçada por famílias que querem deixar o convívio urbano da cidade para morar no campo. ?Está todo mundo querendo vir viver nesta área. Recebo várias ofertas de pessoas que querem comprar o meu sítio. Recuso todas elas?, disse ele, ao contemplar o pomar ao ar livre com mais de 35 tipos de frutas plantadas no terreno também coberto por uma reserva de mata atlântica. Além da paixão pelas plantas, Nery Tenório também cria animais como carneiros, além de patos e galinhas. ?Já tive mais animais. Eles servem apenas para o consumo da família. Raramente, vendo algum deles. Hoje, a criação está menor?, acrescentou o aposentado, ao exibir com orgulho e muita disposição as benfeitorias feitas no sítio. Nery confessa que a decisão de abandonar a vida urbana e deixar o apartamento no bairro de Ponta Verde partiu de uma paixão antiga pela vida no campo e pelo contato direto com a natureza. Leia mais na página E17