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Professor foi queimado vivo preso em seu carro

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O professor Paulo Henrique Bandeira Costa foi encontrado carbonizado, acorrentado ao volante de seu veículo Gol, placa MUO 7763/AL, numa estrada vicinal da Fazenda Primavera, em Satuba, distante 21 quilômetros de Maceió, no dia 4 de junho de 2003. Segundo os parentes, ele foi seqüestrado logo após receber um telefonema na Escola Professora Josefa Silva Costa, onde trabalhava, pedindo sua presença no prédio-sede da Prefeitura de Satuba. O delegado Cícero Lima, responsável pela apuração do crime, apontou o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, como mandante do crime e pediu sua prisão preventiva à Justiça. Ele acusou os seguranças do prefeito, os cabos PM Geraldo Augusto Santos da Silva e Ananias Oliveira de Lima, de terem seqüestrado e assassinado o professor. A família de Paulo Henrique revelou que o professor vinha sofrendo ameaças de Adalberon, desde que fez uma série de denúncias de irregularidades no emprego dos recursos do Fundo do Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), por parte da prefeitura de Satuba. Os matadores do professor usaram uma corrente para amarrar seus braços e suas pernas e prender o corpo ao volante do carro. Como não havia marcas de perfurações à bala nas partes que restaram do cadáver, inclusive o crânio, a polícia acredita que ele foi queimado vivo dentro do carro. O caso teve repercussão no Brasil e no mundo, com a Anistia Internacional denunciando o caso.

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