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Cidades Alagoas é um dos estados que registraram casos de estupro contra comunidade LGBTQIA+

CASOS DE ESTUPRO CONTRA LGBTQIA+ CRESCEM 500% EM AL

Entre 2020 e 2021, foram registradas sete ocorrências no Estado, sendo um caso no primeiro ano e seis no segundo, diz relatório

Por Greyce Bernardino | Edição do dia 06/08/2022 - Matéria atualizada em 05/08/2022 às 21h17

Alagoas está entre os estados do Nordeste que registraram casos de estupro contra a população LGBTQIA+ entre 2020 e 2021. Além disso, houve um aumento de 500% no número de ocorrências no último ano no Estado, segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Dos nove Estados do Nordeste, quatro registraram ocorrências nos últimos dois anos. São eles: Alagoas, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Os estados que não registraram casos no mesmo período foram Maranhão, Paraíba, Sergipe e Bahia. O Ceará, no entanto, só registrou ocorrências em 2021. Segundo dados da Segurança Pública Nacional, em Alagoas, entre 2020 e 2021, foram registradas 7 ocorrências no total, sendo um caso no primeiro ano e seis no segundo, um aumento de 500% no número de ocorrências em 2021. Pernambuco é o Estado do Nordeste com mais casos de estupros quando somados os dois últimos dois anos. Foram 49 ocorrências em 2020 e 55 em 2021, um total de 104 casos, 728% a mais quando comparado com Alagoas. Em segundo lugar está o Piauí, com 9 casos entre 2020 e 2021, seguido por Alagoas (7) e Rio Grande do Norte (6). O Ceará foi o Estado que só registrou casos contra a população LGBTQIA+ em 2021. Porém, chama a atenção o número de ocorrências neste ano. Em um ano, o Ceará registrou 25 ocorrências, 18 a mais que Alagoas, que registrou 7 casos em dois anos, conforme dados da Segurança Pública Nacional. Segundo a Segurança Pública Nacional, os números podem não refletir a realidade do crime, visto “que há barreiras no que diz respeito ao registro das ocorrências de pessoas LGBTQI+”. “Há pouco interesse político institucional de produzir dados, tendo em vista que a produção de dados é um dos primeiros passos para o enfrentamento de um problema social, e das violências simbólicas, discursivas e físicas contra LGBTQI+ por parte das polícias conservadores”, diz o órgão.

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