Cidades
Vi�va mostra surpresa e indigna��o
FERNANDO COELHO Ao ser informada da decisão da Corregedoria da PM, a família do professor Bandeira demonstrou surpresa e indignação. ?Nós não estávamos sabendo disto. Eu lastimo muito este fato. Amanhã [hoje], vou procurar meu advogado para saber o que devemos fazer?, disse Sirlene Bandeira, viúva do professor assassinado. A probabilidade da inocência dos policiais e a existência de outros suspeitos são descartadas de imediato pela família. ?São tantas evidências que comprovam a execução feita pelos militares! Logo no início, a polícia averiguou tudo, prendeu os policiais porque havia muitos indícios contra eles, e agora vêm com essa contradição. É lamentável!?, desabafou. Sirlene espera que o fato não tenha influência na Justiça comum e se recusa a aceitar a hipótese de arquivamento do processo. O julgamento do crime passou da instância policial para a jurídica, mas ainda está estacionado no depoimento das testemunhas sobre a participação dos policiais como executores. No caso da acusação de mandante do crime, para o prefeito Adalberon de Moraes, a instrução (relato das testemunhas) sequer começou. ?Eu fico triste que as coisas caminhem com tanta morosidade nesta terra. É por isso que os crimes voltam a ocorrer: os bandidos são sempre libertados?, desabafou a viúva. Em meio às incertezas, o fato é que o inquérito passou por diversas mãos na Justiça em mais de um ano e meio de tramitação. Os juizes Sérgio Perciano, Sóstenes Alex e José Netto, e os promotores Flávio Costa, Luiz Vasconcelos e Givaldo Lessa já estiveram à frente do caso. Atualmente, o juiz Manoel Tenório é o responsável pelo julgamento, em Satuba. Curiosamente, as partes ouvidas, tanto da defesa quanto da acusação, não souberam informar quem é o novo promotor a assumir o processo.