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PM inocenta militares no assassinato de Bandeira

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EDNELSON FEITOSA Uma sindicância da Corregedoria da Polícia Militar inocentou os cabos PM Geraldo Augusto Santos da Silva e Ananias Oliveira Lima de participação no assassinato do professor Paulo Henrique da Costa Bandeira, queimado vivo dentro de seu carro num canavial em Satuba, em junho de 2003. Eles não deverão ser expulsos da PM. Os dois cabos trabalhavam na segurança do prefeito do município, Adalberon Moraes, preso e acusado de mandar matar o professor. De acordo com o Boletim Geral Ostensivo nº 188, da Corregedoria, de 15 de outubro passado, obtido pela GAZETA, ?não há indícios de autoria e materialidade do crime que comprovem que foram os cabos os autores materiais ou intelectuais do homicídio do professor Paulo Bandeira?. O boletim decide deixar de punir os cabos e recomenda ?arquivar os autos?. O capitão Kligermário Silva Araújo, que presidiu as investigações da PM, reinterrogou 26 testemunhas que já haviam sido ouvidas pela Justiça. Ele diz que não encontrou indícios de envolvimento dos militares no crime. ?Inclusive, tendo algumas das testemunhas visto a vítima viva, momentos antes do homicídio, próximo ao local em que foi assassinada, em companhia de pessoas que não foram identificadas como sendo os militares, e demonstrando a vítima aparente tranqüilidade?, informa o oficial sindicante. As investigações da Polícia Militar confirmaram, por intermédio de testemunhas, que Geraldo Augusto e Ananias Oliveira foram vistos prestando serviços no Auto Posto São Paulo, em Satuba, de propriedade de Adalberon, no dia 2 de junho de 2003, entre 14 e 16 horas, horário em que o professor Bandeira deixou a escola e não mais retornou. Por não ter ficado comprovado nos autos que os dois cabos cometeram transgressão disciplinar ou crime de qualquer natureza, o capitão PM Kligermário resolveu não punir os dois militares e não encaminhar a sindicância para o Conselho Disciplinar, que poderia resultar em expulsão dos PMs. Em outra sindicância, a Corregedoria da PM também diz que não encontrou indícios de participação dos cabos Geraldo Augusto e Ananias Lima no assassinato do assessor parlamentar Jeams Alves dos Santos, ocorrido em 2002, em Satuba, crime pelo qual também responde o ex-prefeito Adalberon Moraes, que espera julgamento preso no Baldomero Cavalcanti.

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