Cidades
Reintegra��o �s fam�lias ainda � lenta
A assistente social do complexo, Rose Mary de Araújo, disse que a reintegração à família dos meninos encaminhados à instituição ocorre de forma muita lenta. ?Para muitas pessoas isso aqui é considerado um depósito de meninos, e é preciso que a sociedade desmistifique essa imagem?. Ela acrescenta que as próprias famílias acham que ao deixarem os filhos no complexo estão se livrando de um problema. Segundo Rose existem casos de meninos encaminhados ao complexo que sequer se sabe quem são os pais. É o caso de um menino recentemente encaminhado para a instituição por determinação judicial. ?Ele se recusa a falar e estão tendo muita dificuldade de lidar com ele?. Rose reconhece que a ociosidade era uma das maiores causas de fugas do complexo. ?A situação já foi bem mais difícil aqui?. Mas, aos poucos, as coisas estão mudando. ?Temos reforçado o pedido a essas famílias de que elas venham pelo menos quinzenalmente fazer visitas?. A tarefa, no entanto, não é fácil, já que muitos meninos vêm de história de violência familiar. ?Estamos pensando em formar um conselho de funcionários, meninos e suas famílias e a comunidade para discutir em conjunto os caminhos para políticas mais firmes e sistemáticas para o complexo?, diz.