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Saúde

ARAPIRACA TEM DOIS CASOS SUSPEITOS DE VARÍOLA DOS MACACOS

Os pacientes, de 21 e 22 anos, estão sendo monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do município

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Arapiraca tem dois casos suspeitos de varíola dos macacos, segundo informação divulgada nesta sexta-feira (12), pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade. Os pacientes estão sendo monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Arapiraca (Cievs). Segundo a prefeitura, os pacientes são do sexo masculino, de 21 e 22 anos, além de serem residentes do bairro Canafístula. Até o momento, nenhum dos dois apresentam sinais de gravidade. Um dos casos apresentava lesões postulares na região do corpo com lesões também em região genital, sem relato de febre. Já o segundo caso apresentava lesões pustulares e com crostas na região do corpo, com relato de febre de início súbito. Para confirmar ou não a infecção pela doença, amostras foram coletadas e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL) para análise.

No final dessa quinta (11), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que Alagoas já teve 29 notificações de casos, sendo que, do total, 23 seguem em investigação.

Os 23 casos são: um de Coruripe, um de Piaçabuçu, um de Rio Largo, um de Ouro Branco, um de Penedo, um de Branquinha, um de Murici, um de Pariconha, dois de Batalha, três de Inhapi e 10 de Maceió.

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Uma inflamação interna do ânus que pode levar a dor intensa vem sendo associada à infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Chamada de proctite, ela também pode provocar tenesmo (vontade constante de evacuar, mesmo que não ocorra) e sangramento no reto. Em alguns casos, é necessário o uso de remédios para aliviar a dor da inflamação. A proctite afeta o canal anal e o reto, localizados no final do tubo digestivo. O problema aparece por diferentes razões, principalmente por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No entanto, uma das causas mais recentes da proctite é a varíola dos macacos. Um estudo, publicado na última segunda (8) na revista The Lancet, observou sintomas e complicações ocasionadas pela varíola dos macacos em 181 pacientes espanhóis. Entre eles, cerca de 25% registraram a proctite. A maior parte desses tinha histórico de relação anal receptiva. O dado reafirma a hipótese de que o aparecimento da proctite em razão da varíola dos macacos envolve cenários em que a infecção ocorre no contato íntimo durante o sexo. José Ricardo Coutinho, membro titular da SBCP (Sociedade Brasileira de Coloproctologia), concorda com essa explicação, até porque grande parte das transmissões estão ocorrendo por meio do contato sexual. “Acredita-se que seja pela forma como essa doença está sendo transmitida”, afirma Coutinho, que não assina o novo estudo. Por meio do contato íntimo e prolongado durante o sexo anal, o vírus teria uma porta de entrada para infectar o organismo humano. Por isso, haveria o aparecimento das complicações de forma precoce nessa região do corpo, como no caso da proctite. “Eu acho que é pela via em que ocorre a infecção”, resume o médico. Para ele, o aparecimento da proctite está mais relacionada com a prática sexual anal em homens que fazem sexo com outros homens -grupo com maior número de casos da varíola dos macacos. Na pesquisa recém-publicada, o dado também é apontado: dos 181 participantes, 162 eram homens que tinham relações sexuais com outros homens. Por isso, Coutinho diz que é preciso alertar essa comunidade para estar atenta à complicação. As informações são da Folhapress.

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