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Amea�a de perder delegacia para �Jaragu� mobiliza moradores de Jati�ca

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BLEINE OLIVEIRA Ainda vai demorar para que comerciantes, moradores e freqüentadores de Jaraguá tenham de novo uma delegacia distrital instalada no bairro. O próprio diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, disse que a instalação de uma delegacia naquela área não está definida, embora a Secretaria de Defesa Social tenha essa medida como uma necessidade. Ter novamente uma delegacia em Jaraguá é parte de um conjunto de ações apresentadas pelos empresários, que apontam os assaltos, roubos e outros crimes que vêm ocorrendo na área como causa da baixa freqüência noturna ao bairro. Mas o diretor da Polícia Civil lembrou que a transferência do 2º Distrito Policial, que funcionava em Jaraguá, para o bairro de Jatiúca, ocorreu no início do projeto de revitalização, em meados de 1999, por pressão de empresários ?preocupados? com a imagem do que seria o maior complexo de lazer do Estado. De qualquer forma, Roberto Lisboa admite que a existência de uma delegacia inibe a ação de criminosos. Mas, segundo ele, o projeto da SDS, de criar uma distrital formada pelas duas polícias ? Civil e Militar ?, tem esbarrado na falta de um imóvel adequado. Estaca zero ?Infelizmente, estamos na estaca zero?, disse Lisboa. ?Não há imóveis com estrutura para o projeto que temos e, os que são adequados, os proprietários não querem alugar?. Segundo Lisboa, também não há ainda uma definição sobre o retorno do 2º Distrito para Jaraguá. A Secretaria de Defesa Social estuda a possibilidade de levar para o bairro a CIAPC III, que atualmente funciona na sede do 6º Distrito, em Cruz das Almas. ?Talvez seja instalada em Jaraguá a CIAPC III, que é uma delegacia plantonista?, revela. Para os empresários de Jaraguá, que já fizeram sucessivas reuniões com os dirigentes da área de segurança pública, o que importa é ter na região a presença permanente de policiais. Eles avaliam que, assim, os registros de violência vão diminuir e a população voltará a freqüentar o bairro como antes. A insegurança tornou-se mais visível em episódios como o tiroteio na boate Arena Dance Club, onde uma pessoa morreu e sete ficaram feridas; o espancamento na boate Uau; o seqüestro relâmpago do economista Carlos Stuart Buriti, e vários assaltos e roubos de carros. Mobilização Moradores da Jatiúca não aceitam o deslocamento do 2º Distrito para Jaraguá. Certos de que a existência de uma delegacia reduz a criminalidade, eles começam a se mobilizar para que o 2º DP fique onde está. ?Nós nos sentimos mais tranqüilos com a situação atual. Se tirar a delegacia daqui, a Secretaria estará cobrindo um santo e descobrindo outro?, afirma, em tom desolado, a comerciante Helena Montenegro. Recentemente, ela arrendou uma panificação no bairro. Helena admite que um dos motivos para entrar no negócio foi a localização da padaria, instalada bem próximo à delegacia, no conjunto Santo Eduardo. O proprietário do ?ponto? lhe garantiu que a segurança é total. Agora ela teme que seu estabelecimento venha a ser assaltado. A comerciante usa ainda como argumento para defender que a sede do 2º Distrito continue na Jatiúca a redução, segundo ela, do tráfico, principalmente maconha, e da presença de estranhos na escola Rosalvo Lôbo, que funciona no bairro. Os pais de alunos e os moradores sabem, acrescenta Helena Montenegro, como a presença de policiais garante segurança para comerciantes, estudantes e toda a população do bairro. O chefe de serviço do 2º Distrito, Roberto Carneiro, diz que não sabe quando e nem se a transferência será concretizada. Mas admite que o local atual está servindo de forma razoável ao desempenho policial. Ele afirma que o delegado Dalmo Lopes, responsável pela delegacia, agentes e escrivães têm atuado na mediação dos mais diversos conflitos registrados na área e, talvez por isso, avalia, a população tenha reagido contra a transferência para outro bairro.

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