Cidades
Cipola foi Pr�mio Esso com mat�ria sobre PC
LUIZA BARREIROS Um alagoano. Era assim que o jornalista Ari Cipola, 42 anos, se considerava. ?É minha quase terra natal?, disse ele, em tom bem-humorado, durante entrevista dada em dezembro de 1999, pouco depois de ter sido agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo. O tema do trabalho premiado também foi bem alagoano: as novas investigações e descobertas sobre as mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino. A matéria, executada em parceria com os jornalistas Mário Magalhães e Paulo Peixoto, foi apenas mais uma das que ele escreveu sobre as coisas de Alagoas durante os dez anos em que trabalhou como correspondente do jornal Folha de São Paulo no Estado. Na entrega do Prêmio Esso, foi aplaudido de pé ao lembrar em seu discurso que sua mulher e filhos estavam passando maus momentos em Maceió, depois que ele foi ameaçado e passou a ter proteção policial, por causa das matérias sobre o caso PC-Suzana. Foi justamente pela importância que Alagoas ganhou no cenário nacional que Ariosvaldo Cipola ? seu nome de batismo ?, um paulista de Presidente Prudente, veio para cá, em março de 1991, no início do governo Geraldo Bulhões. Em 1992, Ari fez um levantamento de 560 documentos públicos de PC Farias, resultado de três meses de pesquisa, que mostrou que PC tinha renda oficial de apenas 10 salários mínimos. Uma semana depois do fim do governo Collor (em setembro de 1992), Cipola já estava morando em Juiz de Fora (MG), terra de Itamar Franco. Em junho de 1993, quando passava férias em Maceió, o destino fez com que ele nunca mais deixasse a cidade. PC Farias fugiu e, durante 30 dias, Cipola fez plantão na porta da Polícia Federal. Em outra passagem de sua carreira como correspondente, Cipola escreveu uma série de reportagens sobre o então senador Guilherme Palmeira, que fez com que ele deixasse de ser vice de Fernando Henrique Cardoso, em 1994. Governo Ari trabalhou na Folha até dezembro de 2001, quando montou a Perfil, uma empresa de comunicação e marketing. O primeiro contrato fechado foi com o Sebrae Nacional, onde criou a Agência Sebrae de Notícias. Em 2003, foi convidado pelo governador Ronaldo Lessa (PSB) para ser secretário extraordinário, ficando no cargo por um ano e dois meses, até ser convidado para assumir a superintendência da Tribuna de Alagoas.