Cidades
Filho socorreu pai ap�s mal s�bito
O jornalista Ari Cipola passou mal durante o banho, no início da tarde de ontem, em seu apartamento, onde se encontrava na companhia do filho, Ariel, e de uma secretária. No momento em que chegaram a ex-sogra, Teresa, e o motorista, Ari Cipola gritou por socorro e foi levado para o quarto, onde recebeu massagem cardíaca e respiração boca a boca. Seu quadro não demonstrava que ele estivesse passando por um mal-estar súbito, à exceção de uma transpiração intensa. Entretanto, aos poucos, passou a ter falta de ar e perdeu a voz. De acordo com uma das pessoas que estavam no apartamento, a família acionou um dos números de emergência, mas a informação recebida era de que não havia unidades disponíveis para prestar o socorro. Às pressas, foi levado para receber atendimento médico, mas seu quadro se agravou com tal rapidez que os familiares optaram pela primeira unidade de saúde de porte que avistaram, uma clínica de nefrologia situada nas proximidades da Avenida Júlio Marques Luz, na Avenida Jatiúca. Mas ele deu entrada na unidade já morto. O médico que o atendeu, o nefrologista Antônio Maia, não quis falar à imprensa e a direção da clínica se recusou a emitir o atestado de óbito, sob a alegação de que só o cardiologista que o acompanhava, o médico José Wanderley Neto ? que ontem estava viajando ? poderia fazê-lo. IML Nesse caso, o atestado teria de ser expedido pelo IML, para onde o corpo de Ari Cipola foi trasladado por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros. De acordo com alguns de seus conhecidos, o jornalista teria começado a se sentir mal ainda pela manhã, mas não acusou o mal-estar, nem pediu atendimento. O jornalista era portador de hipertensão e diabetes, era fumante e, segundo colegas de redação, encontrava-se muito acima do peso recomendável. Ainda assim, segundo eles, não apresentava sinais de que passasse por problemas cardiovasculares. Ao contrário: nos últimos dias, mostrava-se alegre e bem-disposto. Leia mais sobre Ari Cipola na página A14.