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Diretor da Tribuna morre ap�s ataque card�aco

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FELIPE FARIAS O jornalista Ari Cipola, 42 anos, morreu por volta das 14h de ontem, de um provável ataque cardíaco, no trajeto entre seu apartamento, em um flat no Stella Maris, e uma clínica no bairro da Jatiúca, para onde foi levado para receber atendimento de emergência. Ari foi socorrido pelo seu filho mais velho, Ariel Cipola, 17 anos, e por sua sogra, que ainda tentaram reanimar o jornalista, mas possivelmente ele já havia chegado morto à clínica, que não quis fornecer o atestado de óbito. Até o começo da noite, o Instituto Médico Legal (IML) ? para onde seu corpo foi trasladado ? ainda não havia divulgado o laudo oficial com a causa de sua morte. Ari Cipola esteve, na madrugada de ontem, nos camarotes do Maceió Fest. De acordo com o jornalista Ricardo Rodrigues, Ari estava bem ?e muito feliz com seus novos projetos. Foi uma fatalidade?, afirmou Rodrigues. Repórter investigativo Ari Cipola foi durante quase dez anos repórter da Folha de S. Paulo, onde cobriu casos rumorosos, como a morte de PC Farias, pelo qual recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo; as acusações contra Jáder Barbalho, no Pará; o trabalho infantil no Norte e Nordeste do País, cobertura pela qual foi agraciado como Jornalista Amigo da Criança pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância e Adolescência). Ari Cipola foi secretário Extraordinário de governo de Alagoas e atualmente era diretor-superintendente e de redação do jornal Tribuna de Alagoas. Seu corpo será sepultado hoje, no Campo Santo Parque das Flores, às 11h. Ari Cipola era separado de Mari Cipola e deixou três filhos: além de Ariel, Vítor, de cinco anos, e Lucas, de três. Paulista de Presidente Prudente, de onde virão hoje seu pai, Ariosvaldo Cipola e irmãos, para o sepultamento, Ari chegou a Alagoas em 1991, como correspondente da Folha de S. Paulo, e radicou-se no Estado. Costumava dizer, em rodas de amigos, que era ?o paulista mais alagoano do Brasil?.

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