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Fam�lia de v�tima do Arena v� “guerra” urbana

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BLEINE OLIVEIRA A família Buriti está feliz com a recuperação de Carlos Stuart, mas teme que a insegurança que imobiliza milhares de alagoanos volte a atingi-la. Até porque um dos três seqüestradores continua foragido. Outras vítimas, entretanto, acham que é preciso falar, vir a público cobrar do governo ações efetivas para conter a violência, e da sociedade a mobilização necessária para que essas ações de fato se materializem. Um exemplo é a família do estudante Pedro Manoel Oliveira Simões, 19 anos, assassinado com dois tiros no peito, disparados por três homens que, na madrugada do dia 11 de setembro, entraram na boate Arena Dance Clube, em Jaraguá, disparando contra tudo e todos à sua frente. ?Estamos todos arrasados, pedindo conforto a Deus?, disse Alexandre Manoel Oliveira Simões, comerciante, 33 anos, irmão da vítima. Segundo ele, o medo, trazido pela insegurança e pelo triste acontecimento, é hoje uma realidade em sua família. Sair de casa para qualquer lugar, até mesmo para o trabalho, é um problema diário, uma angústia permanente. Guerra urbana Para Alexandre Simões, Maceió vive hoje ?uma guerra urbana que tende a aumentar em decorrência do crescimento natural da cidade e da falta de ação dos governos para contê-la?. Consciente dos problemas sociais e econômicos do Estado, ?onde não há indústrias que possam gerar empregos?, o comerciante ressalta que o episódio registrado na boate Arena, bem como outros casos de violência, não podem ser imputado ao governo estadual. Mas avalia que sem ações de segurança, sem projetos destinados a dar aos jovens uma oportunidade de vida, Maceió e outras cidades vão viver a mesma situação caótica dos grandes centros urbanos do País.

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