Saúde
NÚMERO DE CASOS SUSPEITOS DE VARÍOLA SE APROXIMA DE 100 EM AL
Pelo menos 24 municípios alagoanos têm registros de casos notificados da doença, aponta boletim
Já se aproxima dos 100 o número de casos notificados como suspeitos, em Alagoas, de Monkeypox, doença conhecida popularmente como varíola dos macacos. Os dados são do Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e apontam que até agora são 93 notificações, o que representa um aumento de 27,39% em relação ao quantitativo divulgado no último boletim de sexta-feira (19).
De acordo com o relatório da Sesau, foram descartados 19 casos e 73 encontram-se em investigação. Apenas um caso está confirmado até o momento: um jovem de 24 anos, do sexo masculino, que reside no município de Murici. Ele teve histórico de viagem para fora do Estado mas já está recuperado da doença.
O município de Maceió é o que possui o maior número de casos: 45 no total. Arapiraca aparece como a segunda cidade com mais notificações, chegando a 12; já Rio Largo tem o registro de 4 casos. Ao todo, 24 municípios alagoanos têm registros de casos notificados da doença e que seguem em investigação.
O boletim traz ainda um perfil da distribuição de casos por sexo. São 42% das notificações do sexo feminino, o que significa 39 casos; já 58% são do sexo masculino, ou seja, 54 casos notificados. A maioria dos casos suspeitos estão na faixa etária de 20 a 29 anos, com 22 casos (30,1%), seguida de 15 a 19 anos com 11 casos (15%).
CONTÁGIO
A principal forma de transmissão da varíola dos macacos ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele. O Ministério da Saúde esclarece como acontece esse contágio e as principais formas de prevenção.
O contágio por contato próximo pode ocorrer, principalmente, por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais, como pus, sangue e saliva da pessoa doente. O contato com objetos contaminados, tais como toalhas, roupas de cama, talheres, pratos e outros utensílios que foram manuseados pela pessoa infectada, também oferecem risco de transmissão. Dessa maneira, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos ficam mais expostos ao risco de infecção.
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SINTOMAS
Erupções cutânea ou lesões de pele, ínguas, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza são sintomas da varíola dos macacos. Porém, para confirmar ou descartar a doença, o único caminho é a testagem. O teste para diagnóstico laboratorial deve ser realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser imediatamente isolados, não sendo necessário aguardar o resultado positivo para iniciar o isolamento. Em nota, o Ministério da Saúde informa que a amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, das secreções das lesões. Se as lesões já estiverem secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. Também é possível realizar coleta por meio swab de orofaringe (boca e garganta) e swab anal ou genital, nos casos em que o paciente não apresenta lesões na pele ou mucosas. O diagnóstico da varíola dos macacos é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. “O teste molecular é um método de diagnóstico laboratorial que permite identificar a presença do material genético do vírus em uma amostra. Já o sequenciamento genético é uma técnica mais complexa, onde é realizada a identificação de bases do DNA. Com esse mapa genético, é possível comparar o genoma do vírus com outros disponíveis nas bases de dados”, ressalta o ministério.