Cidades
Turistas reclamam da falta de divulga��o
FÁBIA ASSUMPÇÃO A pesquisa realizada nos meses de janeiro e maio pela Secretaria Executiva de Turismo, com turistas que visitam Alagoas, sobre o que eles acharam da cidade, também difere bastante entre estrangeiros e brasileiros que visitam pela segunda vez o Estado. Para a maioria dos turistas nacionais, que já estiveram em Maceió, a capital continua a mesma (média de 35%), enquanto para 50% dos estrangeiros a cidade está ainda melhor. Também há variação nas respostas sobre o que achou da localidade, dependendo da época. Na pesquisa de janeiro, por exemplo, tanto turistas nacionais como estrangeiros demonstravam que não tinham se arrependido da escolha. Entre os nacionais, quase oitenta responderam que a escolha superou a expectativa ou correspondeu plenamente. E entre os estrangeiros essa média chegou a mais de 70%. Já em maio, turistas, tanto estrangeiros quanto nacionais, acharam que a localidade correspondeu em parte (média de 40%). Falta divulgação O casal Nilson e Cristiana Trovo veio passar sete dias em Maceió para comemorar os seis anos de casamento. Comerciante, Nilson já tinha vindo a Maceió em outra oportunidade, mas para Cristiana, estudante de Direito, era a primeira vez. Ela se mostrava encantada com a beleza do litoral alagoano. Já Nilson reclamou da falta de divulgação dos restaurantes por parte do próprio hotel onde estava hospedado. Um exemplo dessa desinformação é que depois de cinco dias, eles ainda não tinham experimentado nenhuma das comidas típicas da culinária alagoana, como o sururu ou maçunim. ?Acho que falta aos hotéis divulgar esses locais?, concorda Cristiana. A média de permanência também é maior entre os turistas nacionais. Na alta temporada, em janeiro, a média de permanência dos turistas brasileiros foi de 12 dias, contra 10 dos estrangeiros. Entre os turistas nacionais, o ônibus de linha é o principal meio de transporte e, claro, entre os estrangeiros, vôos regulares. O hotel é o meio de hospedagem mais utilizado tanto por brasileiros (média de 40%) quanto estrangeiros (70%). Entre os brasileiros também é muito comum se alojar em casas de parentes e amigos (cerca de 40%). A grande maioria (mais de 80%) organiza a viagem por conta própria. Os goianos Sharena Andrade Gomes e Luciano Vidal e Silva escolheram Maceió para passar a lua-de-mel. Um irmão de Luciano já tinha vindo a Maceió e deu boas referências da cidade. Apesar de elogiar a beleza das praias, Sharena fez a ressalva de que os esgotos deixam uma imagem negativa para a cidade. ?Achei a cidade com um ar de desleixo?, comenta. Luciano acentuou que é preciso maior atenção dos governantes para incentivar o turismo. Mas diz que pelo menos em um ponto não há o que reclamar. ?O povo daqui é muito educado, prestativo e muito alegre?.