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V�timas da viol�ncia tentam superar trauma

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BLEINE OLIVEIRA A crescente violência urbana na capital está quebrando o estigma de Maceió como uma cidade tranqüila. Principalmente para quem já sofreu na pele esse tipo de violência. São os seqüestros, os assaltos à luz do dia, em qualquer esquina, nos bancos, nos ônibus, nos semáforos. A população assiste estarrecida e assustada. Imagine, a vida de quem sofreu na pele esse tipo de ataque, sejam os ataques praticados contra cidadãos comuns, em roubos de quantias elevadas ou de um simples telefone celular. Ou sejam pessoas de classe média alta, mais visadas, como o caso do seqüestro da universitária Mariane França (filha do dono da concessionária de veículos Mavel), de Carlos Henrique Dâmaso (filho do proprietário das Casas Vieira), Alex Cícero de Mendonça Alves (filho do empresário Álvaro Mendonça, da Madeireira Carajás) e de ?Celsinho? Pontes de Miranda, filho do tabelião Celso Pontes de Miranda, ou casos mais recentes como o do estudante Carlos Stuart Buriti, seqüestrado e baleado em frente à universidade onde estudava. Se a maioria dos cidadãos se sente insegura, o que dizem aqueles que já foram vítimas da violência? Como se sente as pessoas citadas acima, que passaram dias em cativeiro, ou outras que passaram horas dentro de seu próprio veículo, com uma arma apontada para a cabeça, sendo obrigadas a fazer saques em caixas eletrônicos, ou mesmo sendo seviciadas por seus algozes? Os especialistas dizem que as vítimas de violência urbana recordam com aflição o trauma que viveram. A pessoa tem recordações, incluindo imagens ou pensamentos do trauma vivenciado, que as afligem por um longo período. Todos têm necessidade de evitar sentimentos, pensamentos, conversas, pessoas ou lugares que ativem recordações do trauma. Leia mais nas páginas E19 e E20

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