Cidades
Antigas fazendas viram corredor de ecoturismo
FÁTIMA ALMEIDA Pedaços do paraíso encravados em cenários de rara beleza, com acesso limitado de pessoas, já que se trata de áreas privadas. As sete Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) em Alagoas são destinadas à conservação da natureza, mas também são abertas a projetos de ecoturismo e turismo rural. Fortes aliadas dos parques e reservas criadas e mantidas pelo governo federal, as RPPNs cumprem um papel importante na implantação dos chamados corredores ecológicos, e têm se revelado lucrativas para alguns proprietários empreendedores, que passaram a explorar o local, devidamente autorizados pelo Ministério do Meio Ambiente. As RPPNs alagoanas começam, agora, a abrir outros negócios, fundamentados na educação ambiental e na preservação e perpetuação do ecossistema. A GAZETA foi conferir de perto uma dessas reservas, a Fazenda São Pedro, na zona rural do município de Pilar, a 30 quilômetros de Maceió. Os proprietários, o engenheiro agrônomo Francisco José Quintella Cavalcanti e sua mulher, a administradora de empresas Carmelita Quintella, deixaram empregos e a agitada vida em Brasília, no início da década de 80, e resolveram fixar moradia nessa antiga fazenda de cana-de-açúcar, parte da herança da família, onde se encontram, praticamente intactos, 50 hectares da Mata Atlântica. Entre trilhas e espécies diversas da fauna e da flora, o agrônomo adquire ares de professor. Divide o trecho em ?salas? de aula onde o teto e as paredes são a copa e os troncos de árvores que crescem retas em busca de seu lugar ao sol.