Cidades
Setor imobili�rio empurra Macei� para o litoral
FERNANDO COELHO Entre as construtoras, imobiliárias e corretores a opinião é unânime: a nova mina de ouro para a construção civil em Maceió está no Litoral Norte. É para lá, em loteamentos e condomínios de luxo, que as classes mais abastadas devem transferir suas residências nos próximos anos. A região de alto potencial turístico está transformando casas de veraneio em moradias definitivas. Tranqüilidade, paisagem paradisíaca e proximidade da região central de Maceió são os atrativos oferecidos a preços nada convidativos. A opção é para poucos. Segundo os corretores, os lotes dos novos condomínios chegam a R$ 50 mil e casas já construídas nestas áreas estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Mas nem tudo são flores. Se, de um lado, a especulação imobiliária avança rumo às praias do norte ? sendo, inclusive, alvo de críticas por parte de técnicos e especialistas em meio ambiente ?, de outro, grotas e favelas ramificam casebres sobre o revelo dos vales que cortam a cidade. Nos números apresentados pela Revisão 2004 da Projeção da População, realizada pelo IBGE, Maceió possui atualmente 884.320 habitantes. Com uma taxa de crescimento populacional estimada em 2,45% ao ano, impulsionada pelo êxodo rural, a estimativa é de que em menos de cinco anos a população local ultrapasse a marca de 1 milhão de habitantes. Desenvolvida sem planejamento, mas às vésperas da aprovação de seu primeiro Plano Diretor, a cidade se expande para lados opostos, num claro reflexo de sua característica desigualdade social. Considerando a taxa de 1.727 habitantes por quilômetro quadrado, a capital escala as primeiras posições no ranking das maiores densidades demográficas do país. Ou seja, muita gente concentrada em um pequeno espaço territorial. Diante do quadro, salta a pergunta: para onde Maceió vai crescer nos próximos anos? A resposta, o leitor confere nas próximas páginas da GAZETA. Leia mais na E2 e E3