Crimes
POLICIAL MILITAR E PRESTADOR DE SERVIÇOS SÃO PRESOS EM OPERAÇÃO
Os dois foram presos enquanto trabalhavam, quando foram surpreendidos com os mandados judiciais
Pelo menos uma policial militar e um prestador de serviço do sistema prisional de Alagoas foram presos, na manhã desta quarta-feira (24), na operação Rastro, deflagrada com o objetivo de prender integrantes de uma organização criminosa que atuava, principalmente na região do Canaã, em Maceió. Eles foram presos enquanto trabalhavam, quando foram surpreendidos com os mandados expedidos pelo Poder Judiciário, que tinha como alvo suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.
De acordo com informações apuradas pela Gazetaweb, a policial militar é lotada no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). Já o prestador de serviço trabalhava na capinagem do sistema prisional, em Maceió.
A ação prendeu 13 pessoas, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que estão à frente dos trabalhos.
Também foram apreendidos 45 comprimidos de Ecstasy, na casa da cabo, uma Pistola Taurus calibre 9mm, uma Pistola Taurus calibre 380, dois Carregadores de Pistola calibre 9mm, com 17 munições, um Carregador de Pistola calibre 380, com 19 munições, um Carregador de Pistola calibre 380, com 15 munições e um Carregador de Pistola calibre 9mm, com 16 munições.
A polícia ainda apreendeu duas Munições CBC calibre 12 intactas; oito Munições calibre 38 intactas, três Munições de calibre 380 intactas, uma Munição calibre 40 intacta; uma Munição calibre 22 intacta; duas Munições de Calibre 32 intactas, 165 Munições de Calibre 9mm intactas, 10 Munições calibre 9mm deflagradas e uma Munição calibre 38 deflagrada.
De acordo com o Gaeco, os suspeitos já haviam se preparado para expandir o comércio ilegal de entorpecentes e armas para diversos outros bairros da capital, uma vez que esse mercado ilícito tem crescido consideravelmente.
Até o momento, foram identificadas 19 pessoas, todas envolvidas nos mais variados crimes, contendo inclusive indivíduos de dentro do sistema prisional e reeducandos que já haviam sido postos em liberdade.
A OPERAÇÃO
A operação Rastro está cumprindo 19 mandados de prisão - já são 10 presos até o momento - e 13 de busca e apreensão. E todos eles foram expedidos pela 17ª Vara Criminal. O nome de Rastro foi escolhido em decorrência de a organização criminosa ser extremamente cuidadosa e deixar apenas pequenos vestígios de informações, sendo necessário para a equipe de investigação seguir e analisar esses fragmentos de dados para chegar aos conjuntos de provas. Participaram da operação policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Rondas Ostensivas Táticas (Rotam). Pela Polícia Civil participam policiais do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre) e da Delegacia de Narcóticos (DNARC).
NOTAS
Após a prisão da tenente e um cabo na Operação Rastro, a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) informou, por meio de nota, nesta quarta-feira (24), que vai abrir um procedimento administrativo para apurar os fatos. Um prestador de serviço do sistema prisional de Alagoas, que é marido da cabo, também foi preso. A nota ainda informa que as investigações foram embasadas em provas técnicas e que o procedimento da PM/AL vai garantir aos militares o direito de ampla defesa. Na tarde desta terça-feira, o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Alagoas (Sinasppen/AL) informou, por meio de nota, que o prestador de serviço do sistema prisional, que foi preso durante a Operação Rastro, apresentou um documento falso para o cargo de "guarda prisional". Segundo o Sinasppen/AL, o homem se identificou como policial penal, apresentando uma carteirinha fornecida por um "sindicato" e que seria um documento válido para substituir a identidade. "O cargo de "guarda Prisional" não na estrutura orgânica de Servidores da Seris [Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social], segundo que sindicatos não tem autonomia para emitir documentos de identificação, que prestadores de serviço utilizam para fingir que são policiais, isso é crime e precisa ser combatido', esclareceu. Ainda nesta quarta (24), a Seris comunicou que "não coaduna com essa conduta" do prestador de serviço e determinou a demissão do mesmo.