Cidades
Pesquisa com alunos d� partida �para a interioriza��o da Ufal
FÁBIA ASSUMPÇÃO Eveline Muritiba da Fonseca está no último ano do curso de Administração da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Para fazer o curso, ela teve que deixar o convívio da família em Arapiraca. Pelo menos, Eveline tem sorte de o pai poder bancar sua permanência em Maceió, onde passou a morar desde o 2º ano do Ensino Médio, quando veio estudar no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Muitos amigos dela, porém, não tiveram a mesma chance de fazer uma faculdade. ?Sessenta por cento dos que estudaram comigo até o primeiro ano do ensino médio ficaram em Arapiraca e não fizeram faculdade?, diz Eveline. Ela faz exatamente Administração, um dos cursos que despertam maior interesse dos estudantes do Ensino Médio de Arapiraca. Pelo menos é o que apontou uma pesquisa sobre a demanda de cursos mais procurados pelos alunos de Ensino Médio da cidade, que faz parte de um estudo do Projeto de Interiorização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O projeto prevê a instalação de três campi no interior: Arapiraca, Porto Calvo e Piranhas. A pesquisa foi coordenada pelo professor Paulo da Cruz, do curso de Administração, com aplicação de 600 questionários para alunos do 3° ano do Ensino Médio, representantes da comunidade e empresários. Na demanda aleatória, na qual os entrevistados apontavam espontaneamente qual o curso que desejaria ter funcionando na cidade, os 10 primeiros colocados foram, pela ordem de preferência: Direito, Administração, Medicina, Enfermagem, Computação, Psicologia, Agronomia, Comunicação, Biologia e Educação Física. Já na demanda induzida, quando a entrevista aponta um dos cursos da lista dos que já são oferecidos pela Ufal, o primeiro lugar fica com Administração, seguido por Computação, Enfermagem, Direito, Biologia, Agronomia, Medicina, Farmácia, Educação Física e Arquitetura. Desenvolvimento O coordenador de Projetos Especiais da Ufal, Rodrigo Ramalho, que está à frente do Projeto de Interiorização, salienta que a definição dos cursos que poderão funcionar no futuro campus da região Agreste deverá levar em conta vários parâmetros, além da demanda apontada pela pesquisa. ?Existe uma série de variáveis a serem observadas?. Entre essas variáveis estão a vocação natural e econômica da região. ?Estamos pensando a universidade como agente de desenvolvimento local?. Segundo ele, montar um curso já oferecido pela Ufal facilita o processo. Mas é preciso analisar a viabilidade de alguns cursos apontados pelos estudantes. ?Você instalar um curso que já é oferecido por uma universidade pública não atinge os objetivos da interiorização?, argumenta. A pesquisa de demanda começa a ser aplicada nos próximos dias na região de Piranhas.