Cidades
N�o foi um ser humano que fez isso
?Não foi um ser humano. Um ser humano não faria isso com minha irmã. Ela está com o rosto todo machucado. Só um monstro, um animal poderia fazer uma barbaridade desta?, protestou Hudson Gonçalves Costa, 33, irmão de Maria. Nesse momento, Hudson ainda desconhecia que os matadores tinham sido mais cruéis, pois estupraram sua irmã antes de amordaçá-la, amarrando-a, e, em seguida, executando-a com um tiro na nuca. Ele se recorda de uma frase que Maria disse aos irmãos, logo após a formatura no meio do ano. ?Agora vou fazer mestrado e eu vou ajudar vocês?, afirmou ele, dizendo que ela era uma pessoa muito preocupada com a situação financeira da família. Pancadas no rosto O laudo preliminar do IML confirma que a professora foi agredida com um instrumento pesado, provavelmente uma barra de ferro ou um pedaço de pau. Existiam visíveis sinais da agressão no rosto e nas costas dela. ?Parece que enfiaram um ferro na testa dela?, comentou Klemisson, ainda no IML. O chefe do Setor de Operações da Delegacia de Roubos e Furtos, Cícero Ildefonso, declarou que apesar de o delegado do 11º Distrito, Jobson Cabral de Santana, ter realizado as primeiras diligências, as investigações complementares serão de-senvolvidas pelo pessoal da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), pois houve roubo na casa da vítima. ?O roubo dos equipamentos eletrônicos é que dá características ao crime de latrocínio (assalto seguido de assassinato)?, explicou o policial, ressaltando que os outros crimes como o seqüestro, estupro e ocultação do cadáver são agravantes do inquérito. Na manhã de ontem, ele confirmou que os irmãos da professora serão notificados a depor, com o propósito de apontarem testemunhas capazes de ajudar no esclarecimento do fato. Ele considera que existem muitos pormenores que apontam para outro caminho diferente do crime de roubo, ou seja, do assalto. São pontos que testemunhas arroladas no local podem colaborar. Pelo menos três pessoas foram arroladas pelos policiais da Delegacia do 11º Distrito, inclusive o vaqueiro que encontrou o cadáver. Um dos detalhes foi apresentado pelo delegado Jobson Cabral, quando viu o cadáver de Maria no local do crime, destacou que não se tratava de uma ação de um assaltante e sim de alguém que estava com raiva e parecia ter se utilizado das torturas para este fim.