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EM NOVE MESES, 100 CORPOS FORAM SUBMETIDOS A CREMAÇÃO EM MACEIÓ

Particular, serviços do único crematório da capital alagoana podem ser contratados a partir de R$ 3 mil

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A escolha do processo de cremação não exclui o velório. Pelo contrário, o corpo pode ser velado normalmente
A escolha do processo de cremação não exclui o velório. Pelo contrário, o corpo pode ser velado normalmente -

Perder um ente querido para a morte é algo com o qual a maioria das pessoas não consegue lidar de forma natural, apesar de a morte ser umas das poucas coisas certas na vida. Ela chega para todo mundo. O processo de luto não está relacionado somente à dor da perda, mas também a todas as situações às quais as pessoas se submetem durante o ritual de despedida, como velório e sepultamento. Para os mais desapegados aos corpos e às coisas físicas, uma opção aparentemente menos traumática é a cremação, técnica que reduz o corpo a cinzas, por meio da queima do cadáver. Muito comum na cultura Oriental, a cremação começou a deixar de ser tabu há pouco tempo no Brasil, onde ainda é predominante o enterro de corpos. Em Alagoas, o primeiro crematório foi instalado e começou a funcionar somente no último trimestre do ano passado. Trata-se de uma unidade particular, que já realizou, até o último mês de julho, 100 cremações desde que foi implantada. Por ser um procedimento relativamente novo no estado, a cremação aparenta ser mais cara do que na verdade é. É possível contratar o serviço ao preço de R$ 3 mil, valor que pode ser mais alto a depender do ritual escolhido pelos clientes para seus entes queridos que se foram. O procedimento de cremação dura, em média, duas horas, e as cinzas são entregues aos familiares até o 7º dia da despedida, na Sala de Entrega de Memórias. A escolha do processo de cremação não exclui o velório. Pelo contrário, o corpo pode ser velado normalmente, da mesma forma como acontece nos casos de sepultamento. Após esse momento, os familiares e amigos são encaminhados até a Sala de Despedida para o rito final, onde é feita a última homenagem, com o uso de recursos audiovisuais e até chuva de pétalas de rosas. O destino das cinzas pode ser o mais variado e a decisão fica com a família. Importante ressaltar que, para que uma pessoa seja cremada, é obrigatório que ela tenha registrado essa vontade em cartório e distribuído algumas cópias entre parentes e amigos. “A família poderá optar pelo destino das cinzas que melhor lhe convier, seja sepultando essas cinzas em jazigo tradicional ou guardando as cinzas em lóculo paisagístico apropriado, que chamamos de Columbário. Também é possível dividir essas cinzas em pequenas urnas para que cada familiar possa dar o destino que desejar. Algumas pessoas espargem em alto mar, em florestas ou simplesmente guardam na residência. De acordo com a legislação brasileira, qualquer pessoa que opte pela cremação, será fundamental que, ainda em vida, registre a sua vontade em um cartório. Nesse caso, ela deve preencher um documento chamado de ‘Declaração de Vontade’ e, se possível, distribuir algumas cópias entre os familiares e amigos mais próximos”, explica a diretora Operacional do Grupo Parque das Flores, Aline Barreto.

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