Crime
VÍTIMA TEVE 95% DO CORPO CARBONIZADO APÓS SER MORTO, APONTA LAUDO
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O auditor fiscal João de Assis Pinto Neto teve 95% do corpo carbonizado após o crime. É o que aponta o laudo da Polícia Científica do Estado de Alagoas, por meio do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima, divulgado nesta segunda (29).
O laudo ainda aponta que a morte de João de Assis foi provocada por Traumatismo Cranioencefálico (TCE) provocado por instrumento contundente.
A perita médica legista Maria Goretti, responsável pelo exame cadavérico, confirmou que a vítima foi carbonizada depois de morta. Apenas a parte posterior da cabeça foi preservada, tendo a equipe do IML que usar um scanner de corpo para concluir os exames de necropsia e de identificação oficial da vítima. Após o exame odontolegal, realizado pela perita odontolegista Cláudia Ferreira, o cadáver do servidor público foi liberado. A arcada dentária de João de Assis foi comparada com a documentação ortodôntica apresentada pela família. O corpo do servidor foi encontrado em um canavial situado nas proximidades da Usina Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. João de Assis estava a serviço da Central de Operações Estratégicas e Fiscalização Interna (Coefi), setor da Sefaz no qual era lotado, quando desapareceu. O veículo da Fazenda, de modelo Gol, que estava sendo utilizado pelo servidor público no momento em que desapareceu foi localizado no canavial, próximo à rodovia AL-405. Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira, entidades representativas do fisco alagoano lamentaram a morte de João de Assis e externaram o que chamaram de “imensurável repulsa e indignação aos inverídicos e abjetos pronunciamentos lançados na imprensa contra o auditor assassinado. “As falsas alegações divulgadas na mídia, afirmam que João de Assis estaria exigindo propina do estabelecimento comercial dos assassinos. A mentira deslavada com o intuito de tornar vítimas os culpados por esse bárbaro crime, não possui qualquer sustentação e busca tão somente desviar o olhar justo da sociedade para esse cruel assassinato”, diz trecho da nota. Segundo o texto, a vida funcional de João de Assis é por si só a maior prova que fulmina a calúnia da qual está sendo vítima, após a sua morte.