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Greve de rodovi�rios irrita usu�rios no Tabuleiro e �nibus s�o apedrejados

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DORGIVAL JUNIOR Moradores dos conjuntos João Sampaio, Santos Dumont e Eustáquio Gomes foram surpreendidos, na madrugada de segunda-feira, com uma greve de motoristas, cobradores e fiscais da empresa Cidade Sorriso. O movimento é por tempo indeterminado e a categoria reivindica o pagamento de salários atrasados e melhores condições de trabalho, além de veículos novos. ?Os veículos estão velhos. Muitos deles não têm freio e estão com os pneus ?carecas?. Os passageiros e os funcionários acabam colocando a vida em risco?, disse o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Raimundo Medeiros. Seis ônibus, cujos motoristas decidiram não aderir à greve e deixaram a garagem da empresa, foram depredados enquanto circulavam pela cidade. Para forçar a direção da empresa a atender suas reivindicações, os grevistas vêm permanecendo de vigília à porta da garagem da Cidade Sorriso. Apenas 30% da frota circula pela cidade. De acordo com os grevistas, mais de 120 funcionários da Cidade Sorriso aderiram à paralisação. Eles cobram o pagamento de dois meses de salários atrasados, além de tíquetes-alimentação que deixaram de ser entregues há cerca de dois meses. Os manifestantes denunciam também que a direção da Cidade Sorriso deixou de honrar o pagamento de duas parcelas de um acordo firmado com os empregados para quitação de salários atrasados. Usuários apóiam Por determinação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), durante a greve as linhas pertencentes à Cidade Sorriso estão sendo supridas por ônibus das empresas São Francisco (Santos Dumont e João Sampaio), Veleiro e Piedade (Eustáquio Gomes). ?Somos a favor da greve. O serviço prestado pela Cidade Sorriso é precário. Há dias em que vários ônibus quebram e não há outro veículo para a substituição. Passamos horas nos pontos?, disse a dona de casa Maria José Carlos, que mora no Conjunto Santos Dumont. Defesa A proprietária da empresa Cidade Sorriso, Vera Calheiros, informou que desde janeiro passado a empresa vem passando por problemas financeiros. ?Se tivéssemos mais recursos, poderíamos renovar a frota?, alegou ela, acrescentando que a empresa tem uma folha mensal de R$ 66 mil. Segundo ela, a empresa está com apenas uma folha salarial em atraso. ?E só estamos devendo os tíquetes do mês de setembro. Quanto às parcelas do acordo, só deixamos de pagar a última, no valor de R$ 10 mil. Quando a greve começou, lançamos a proposta para quitar todos os débitos até o dia 30. Mas mesmo assim, eles resolveram continuar com a paralisação?, disse Vera Calheiros.

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