Cidades
Para sindicato, liminar � mal interpretada
Na opinião do presidente do Sindicato dos Taxistas de Alagoas, Ubiracy Correia, houve uma interpretação equivocada da liminar concedida pela juíza da 1a Vara da Fazenda, Maria Ester Cavalcanti Manso, aos empresários de ônibus, que provocou a ação de apreensão dos táxis. ?Essa liminar atinge os táxis-lotação, aqueles que param de ponto em ponto à cata de passageiros. Os táxis do interior são veículos de aluguel, autorizados pela SMTT dos municípios e podem ser fretados para viagens entre os municípios. Isso está dentro da legalidade?, diz ele. ?Não existe nenhum artigo no Código de Trânsito Brasileiro que proíba um táxi de levar passageiros de uma cidade para outra?, reforça o advogado do sindicato, Cícero França. De acordo com o capitão PM Anaximandro, supervisor da operação na AL-101 Sul, a determinação feita com base na liminar foi de apreensão de veículos flagrados fazendo transporte irregular de passageiros, o que inclui vans não autorizadas pela Arsal, táxis-lotação e qualquer outro tipo de transporte irregular. ?O táxi só pode circular em rodovias, transportando passageiros, se tiver o contrato de locação para aquele serviço. Se não é assim, está fazendo lotação?, explica o capitão. Paripueira No Litoral Norte de Alagoas, os taxistas bloquearam o trecho da AL-101 Norte, na entrada de Paripueira, a 35 quilômetros de Maceió. Com carros atravessados no meio da pista, eles impediam a passagem de caminhões e veículos particulares. Apenas ambulâncias e carros que prestavam socorro a algum doente tinham a passagem liberada. A queima de pneus levantou uma imensa nuvem escura, aumentando ainda mais a temperatura na área. O protesto começou por volta das 7 horas e às 10 horas já se formava um congestionamento de mais de 10 quilômetros dos dois lados da pista. No posto policial de Ipioca, os patrulheiros rodoviários estaduais e do DER orientavam os motoristas que se dirigiam à região Norte do Estado ou a Pernambuco a pegarem a BR-101 Norte. Parada forçada O caminhoneiro Iranildo Florêncio não conseguiu fugir do bloqueio. Ele vinha de Recife trazendo uma carga para a indústria Socôco, em Maceió. ?Já avisei à empresa que estou retido na estrada?, disse. A parada forçada deixou motoristas irritados. ?Umas boas pancadas fariam esse bando de vagabundos desobstruírem a estrada?, dizia, revoltado, o comerciante Antônio Santos, que tinha compromisso marcado em Recife. No meio da estrada, passageiros de ônibus esperavam em vão que o trânsito fosse liberado. Muita gente perdeu o dia de trabalho. (FA/FAS)