Cidades
N�s ficamos surpresos
Da relação de 12 titulares de contas na Caixa Econômica Federal, na fraude da Saúde, nada menos que nove têm o mesmo sobrenome de Eduardo Menezes. ?A direção da Caixa sinalizou com a possibilidade de ressarcir, informando que estava estudando o caso. Como nosso interesse é que os cofres públicos sejam ressarcidos, concordamos com esse prazo até o dia 29?, informou o promotor Sidrack Nascimento, do Núcleo de Combate à Sonegação do MPE. Das contas da Secretaria de Saúde na Caixa foi desviado mais de R$ 1,2 milhão. O montante foi parar nas contas de doze pessoas ligadas a Eduardo Martins Menezes, considerado pelo MPE o mentor da fraude. ?Uma surpresa? Quanto ao pedido do MPE ao juiz da 3a Vara da Fazenda Estadual para quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de um novo envolvido na fraude, o promotor Sidrack informou que o Lima Neto, titular da 3a Vara, deve apreciar hoje o pedido. Os promotores chegaram a essa ?personalidade influente? por evidências de uma evolução patrimonial incompatível com seus rendimentos. ?Essa pessoa também recebeu dinheiro do esquema. Nós já sabemos quanto ganhou e como. Sinceramente, foi uma surpresa para nós. Mas não posso revelar mais nada?. Intervenção Outra medida também solicitada ao magistrado que responde pela Vara em que tramita a ação de improbidade contra 56 pessoas e empresas do esquema, é para que seja designado um interventor para o posto de combustíveis de um dos filhos de Eduardo, em Aracaju (SE). Se a medida for adotada, o juiz poderá designar uma pessoa para administrar o estabelecimento, que consta da lista de bens que o MPE pediu que sejam tornados indisponíveis. A ação por improbidade que o Ministério Público Estadual (MPE) deve impetrar na Justiça Federal contra os acusados pelo desvio na Saúde é para coleta de provas. Isso permitiu que os promotores propusessem à Caixa Econômica ressarcir o dinheiro desviado das contas da Saúde, em troca de ser excluída da condição de ré no processo.