Crime
POLÍCIA CIVIL DESCARTA TENTATIVA DE EXTORSÃO POR PARTE DE FISCAL
Delegada do caso revela que desde o início do caso, versão não foi apresentada por nenhuma testemunha
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) descartou nesta quinta-feira (1º), a possibilidade ter ocorrido extorsão no caso do auditor fiscal João de Assis Pinto Neto, que foi encontrado morto e carbonizado, em Maceió, no dia 26 de agosto.
Em entrevista à TV Gazeta, a delegada Rosimeire Vieira disse que desde o início das investigações, a versão da extorsão não foi apresentada por nenhum dos envolvidos no crime. “As testemunhas que foram ouvidas descartaram totalmente essa possibilidade. Segundo informaram, o fiscal foi ao local, estava com bloco de anotações, com notebook oficial da secretaria [de Estado da Fazenda], fazendo registro das mercadorias que, supostamente, estavam sem nota, e anotações desse material, o que já demonstra que ali não havia nenhuma tentativa de extorsão”, explicou a delegada.
Também nesta quinta-feira, um quarto suspeito de participar da morte de João de Assis foi preso, no bairro do Tabuleiro do Martins. Segundo a polícia, ele é o responsável por comprar o combustível que foi usado para carbonizar a vítima. Além disso, Ricardo também dirigiu o veículo oficial do Estado do estabelecimento onde ocorreu o crime até o local onde ele foi abandonado.
“No início das investigações, não havia elementos que justificassem a prisão dele, até porque o primeiro preso e nenhum dos outros suspeitos citaram a presença dele no local do crime, mas as imagens mostram claramente. Ele saiu do local em uma motocicleta para comprar o combustível que carbonizou o corpo da vítima”, afirmou a delegada Rosimeire Vieira em entrevista à TV Ponta Verde.
De acordo com a delegada, depoimento de testemunhas e imagens de câmeras de seguranças próximas ao estabelecimento mostraram toda a movimentação da família no dia do crime.
“Crucial para que a gente pudesse desenhar o que de fato aconteceu naquele dia, foram imagens de câmeras de segurança que existem nas proximidades do estabelecimento, em que é possível se identificar toda a movimentação ocorrida desde a chegada do fiscal até o desenrolar da ação criminosa, como o momento em que eles deixam o local, o momento o veículo oficial do estado deixa o local. É possível identificar quem conduzia o veículo, que é o Ricardo”.
Conforme Rosimeire, o quarto suspeito de envolvimento no crime vai ser indiciado por homicídio e também ocultação de cadáver. “Novos elementos que surgiram e que demonstram que ele está envolvido não só na morte, como na ocultação do corpo do auditor e dos vestígios do crime”, afirma. O suspeito foi ouvido na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e deve ser encaminhado ao sistema prisional. Já estão presos pelo crime outros dois irmãos: Ronaldo Gomes de Araújo e João Marcos Gomes de Araújo e também a mãe deles, Maria Selma Gomes.
GALPÃO
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Nesta quinta-feira, Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) localizou, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, um galpão cheio de mercadorias sem nota fiscal e que pertence aos suspeitos de matar o auditor fiscal João de Assis Pinto Neto. O pai dos suspeitos estava no local e disse que a mercadoria era legal, mas não apresentou as notas fiscais. No local, a equipe apreendeu uma grande quantidade de engradados de cerveja, água mineral, refrigerante, uísque e cigarro, todos sem nota fiscal. Segundo o superintendente da Sefaz, Francisco Suruagy, a suspeita é de que a mercadoria seja roubada. A fiscalização chegou nesse local após denúncias de populares e comerciantes. “Local não é identificado, não tem inscrição estadual e nenhuma bebida apresentada tem nota fiscal. O proprietário é o pai dos que estão envolvidos no assassinato do auditor fiscal, João de Assis”, disse.