Cidades
Tiroteio e mortes na guerra entre traficantes
EDNELSON FEITOSA A ?guerra? do tráfico no Trapiche da Barra e Dique Estrada ? um dos maiores pontos de venda de maconha da capital ? fez novas vítimas na noite de terça-feira. O ex-presidiário Everaldo Lisboa Filho, 37, o ?Pezão?, que pertence ao grupo do traficante ?Nego Déu?, foi executado a tiros pela quadrilha do traficante ?Robinho?. O crime ocorreu na favela do Galpão, no Trapiche. No cerco da polícia para localizar e prender os suspeitos do homicídio, soldados do Batalhão de Rádio Patrulha (RP) mataram a tiros o também traficante Iderlan dos Santos, 30, ?estouraram? uma boca-de-fumo e apreenderam dez quilos de maconha e um arsenal de armas num barraco da Rua da Paz, no Dique Estrada. Com Iderlan, a PM apreendeu a carteira de identidade de ?Pezão?, o que confirma seu envolvimento no crime. A GAZETA apurou junto aos moradores que, só em 2004, quinze pessoas envolvidas com drogas já morreram na região. Cerco à Rua da Paz Por volta de 2h30, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) foi informado de que havia ocorrido outro tiroteio no local. O tenente PM Henrique Jabotá Correia, 27, da Rádio Patrulha, recebeu ordem de voltar ao Dique Estrada. ?Entramos na favela pela Vila Aratu e, quando chegávamos à Rua da Paz, os soldados foram recebidos à bala por um grupo de cinco ou seis homens. Eles começaram a atirar e se enveredaram pelos becos da favela?, confirmou o tenente PM. Iderlan dos Santos, que estava no grupo, tentava se esconder num barraco, quando foi atingido por dois tiros no tórax disparados pela guarnição da RP. ?Ele enfrentou meus policiais com um revólver 38 e uma espingarda 12. Em seu bolso, encontramos munições de pistola calibre 45, arma privativa da Polícia Federal?, explicou o oficial. Arsenal No barraco onde Iderlan tentou entrar, os policiais apreenderam 10 quilos de maconha, duas espingardas calibre 12, um rifle 44, um revólver Colt 357, de fabricação americana, e uma pistola 380. Também havia um binóculo e uma balança para pesagem da maconha. ?No quintal havia uma laje, usada como ponto de observação da quadrilha. O bando é muito organizado?, acrescentou o militar.